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Brasil “Os Jogos Olímpicos do Rio recuperaram a credibilidade do Brasil no exterior”, afirma ministro do Esporte

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Ministro Leonardo Picciani palestra no Enecob (Foto: Marcelo Warth/Especial/O Sul)

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, afirmou que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, realizados em agosto, “recuperaram a credibilidade  do Brasil no exterior”, demonstrando que o País tem a capacidade de entregar um grande projeto mesmo em um momento adverso. Segundo ele, a Olimpíada, recordista em audiência em todo o mundo, passou uma imagem do Brasil que “muito contribuirá” para a recuperação da economia brasileira.

Picciani destacou, além do legado físico, o “legado imaterial” do megaevento, como a inspiração do povo brasileiro para praticar esportes após o contato com os atletas de alta performance. “Quem mereceu a medalha foi a população, que acolheu todos de braços abertos”, disse. O ministro ressaltou que o Brasil teve o seu melhor desempenho olímpico da história, mas reconheceu que a evolução do esporte nacional precisa continuar.

Ele garantiu que os programas do governo federal Bolsa Atleta e Bolsa Pódio serão mantidos sem cortes e afirmou que o País tem equipamentos eficientes em todas as regiões para o treinamento e a formação de atletas. O ministro também declarou que a PEC que limita os gastos públicos não afetará os recursos destinados para a sua pasta em 2017 e manifestou apoio às medidas do governo Temer para recuperar a economia.

As declarações de Picciani foram dadas durante o 6º Enecob (Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros), realizado nesta semana no Rio com o tema “O Legado dos Jogos – Ações de Incentivo ao Esporte”. O evento, promovido pela Coluna Esplanada, assinada pelo jornalista Leandro Mazzini, contou com a participação de representantes de 34 jornais das 27 capitais brasileiras, entre eles O Sul. Na ocasião, um coquetel marcou os cinco anos da coluna. ” O Sul é um dos nossos primeiros parceiros”, destacou Mazzini.

Atletas

O Enecob também contou com a participação de grandes atletas brasileiros, que falaram sobre suas carreiras e relataram as dificuldades para obter patrocínio no País diante da grave crise financeira atual. A medalhista de ouro no judô Rafaela Silva falou sobre a sua infância pobre na comunidade carioca Cidade de Deus e do reconhecimento após a conquista da medalha. A atleta, que já foi vítima de racismo na internet, destacou o carinho dos fãs nas ruas e nas redes sociais após o ouro.

Poliana Okimoto, prata na maratona aquática, afirmou que a natação ainda é um esporte elitizado no Brasil. Ela revelou que, após a Olímpiada de Londres (2012), quando não completou a prova por hipotermia, se perguntou se todo o seu esforço e dedicação estavam valendo a pena e pensou em abandonar as competições, permanecendo afastada das águas por três meses.

O nadador Luiz Altamir, que também disputou os Jogos do Rio, disse que a natação está muito ligada a clubes no País e lamentou a dificuldade de patrocínio. A campeã mundial de vôlei de praia e medalhista olímpica Adriana Samuel, uma das precursoras desse esporte no Brasil, também participou do Enecob. Prata em Atlanta (1996) e bronze em Sydney (2000), ela contou sua trajetória aos jornalistas e seus atuais projetos.

Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na vela, afirmaram que a Baía da Guanabara foi o lugar mais sujo que elas já velejaram. A dupla relatou que teve de desviar de lixo durante a prova que levou as brasileiras ao topo do pódio. Esbanjando simpatia, as atletas da Marinha destacaram a importância de estarem competindo em casa para a conquista da medalha.

Logística dos Jogos

Os Correios foram os responsáveis pela logística da Olimpíada do Rio, movimentando 30 milhões de objetos utilizados no evento, segundo o coordenador da força-tarefa da empresa nos Jogos, Carlos Henrique de Luca Ribeiro. O trabalho da estatal foi reconhecido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como um dos melhores da história. (Marcelo Warth/O Sul)

 

 

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