Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2017
A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), também não está nada satisfeita com o comportamento do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes. Em nota pública, a associação manifestou seu repúdio às declaração de Mendes ao jornal Folha de S.Paulo, quando afirmou que “a Lava Jato faz ‘reféns’ para tentar manter o apoio popular”.
Segundo o documento, as palavras usadas pelo ministro não estão à altura do cargo que ocupa. “Desqualificar, de maneira agressiva, decisões judiciais devidamente motivadas que foram proferidas pelo juízo federal de primeiro grau e, em sua imensa maioria, confirmadas, em grau de recurso, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, é conduta inadequada para quem ocupa cargo na mais alta Corte do País e, por isso, deveria atuar com serenidade e como garantidor da estabilidade institucional, e não o contrário”.
Na manifestação, a Ajufe fez alusão ao caso Eike Batista. “Ao ver-se confrontado com a arguição de seu impedimento por ter proferido decisão em Habeas Corpus no qual o paciente é cliente de escritório de advocacia do qual sua esposa é sócia, o ministro Gilmar Mendes, uma vez mais, excedeu-se nos seus termos, atacando desnecessariamente aqueles que pensam de modo contrário ao seu”. A nota conclui afirmando que a “crise político-econômica pela qual passa o Brasil é muito séria e o que se espera do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e integrante da Suprema Corte é que aja como um verdadeiro Magistrado, não contribuindo para agravá-la com declarações”.
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