Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de setembro de 2026
Depois de uma sessão tensa e com troca de acusações no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino pediu vistas e adiou a análise sobre possíveis investigações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça tramitarem juntas. O placar final ficou em 4 a 3 pela separação de eventuais inquéritos. Votaram contra unir os casos: Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Carmen Lúcia. Foram favoráveis ao pedido Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.
Agora, o caso volta ao plenário da Corte em até 90 dias – prazo que o ministro Dino tem para devolver a vista. Depois da decisão final sobre se haverá tramitação conjunta ou não, os ministros decidirão o mérito, ou seja, se abrem ou não inquérito contra Moraes e posteriormente contra Mendonça. Caso o pedido fique próximo ao vencimento sem retornar ao plenário do STF, o assunto voltará a ser discutido apenas em dezembro – depois das eleições gerais. Uma sessão para analisar pedido de abertura de investigação contra Mendonça, prevista para a próxima semana, também deverá ser suspensa enquanto a vista pedida por Dino estiver no prazo.
Em caso de 4 a 4 na votação, há possibilidade de o Supremo seguir o artigo 13, do Regimento Interno da Corte, que, em 2009, acrescentou o voto de qualidade nas decisões de plenário, por meio da Emenda à Constituição 35. A medida é prevista para casos em que “não preveja solução diversa, quando o empate na votação decorra de ausência de ministro em virtude de: impedimento ou suspeição, vaga ou licença médica superior a 30 dias”.
Em troca do polpudo contrato de consultoria jurídica, Vorcaro confiaria em Moraes para blindar o banco (e ele próprio) contra processos na Justiça. A perícia da PF encontrou registros de conversas frequentes entre o ministro e o banqueiro inclusive, na data em que este último foi detido pela primeira vez, em 18 de novembro de 2025, quando a fraude no Master já havia vindo a público e Vorcaro tinha consciência do risco de sua prisão.
Na manhã de terça, horas antes do início do julgamento, Alexandre de Moraes divulgou uma defesa por escrito na qual nega ter cometido qualquer crime. No documento, o ministro chama o relatório da PF de “farsa de André Mendonça” e afirma que não há indícios de “autoria e materialidade da prática de qualquer infração penal”. As informações são da revista Veja.
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