Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mist

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Os riscos da hipertensão pulmonar: a doença é causada pela presença de coágulos fixos de sangue que bloqueiam ou estreitam o fluxo sanguíneo

Compartilhe esta notícia:

Mulher descobriu a doença após a gravidez. (Foto: Reprodução)

Aos 17 anos, durante o parto de seu primeiro filho, a estudante Emanuelly Bueno teve sérias complicações. Logo após passar pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva), recebeu um raro diagnóstico: HPTEC (Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crônica). De difícil reconhecimento e extremamente debilitante, a doença é causada pela presença de coágulos fixos de sangue que bloqueiam ou estreitam o fluxo sanguíneo.

Caracterizada pela alta pressão sanguínea nos vasos do pulmão, faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue para o órgão. Entre as consequências, estão falta de ar progressiva, insuficiência do lado direito do coração, fadiga, palpitações e inchaço.

“Na gestação, sentia dores fortes nas costas, mas tudo o que me diziam era que se tratava de contrações. No parto, eu tive duas paradas cardíacas e hemorragia. A cesárea levou seis horas. Apesar disso, os médicos não investigaram os motivos. Retornei ao hospital muito debilitada e foi aí que soube da HPTEC”, relembra Emanuelly.

Avaliação e tatamento

Apesar de incapacitante em estágio avançado, a HPTEC é praticamente assintomática no início. E, por isso, o paciente pode levar anos até ser diagnosticado, como explica o pneumologista da USP, Caio Júlio Cesar dos Santos Fernandes. “Os primeiros sintomas são parecidos com os de outras doenças e isso ajuda a postergar o diagnóstico”, diz o especialista. O tratamento para a HPTEC pode variar de paciente para paciente. Por isso, é necessário que haja uma avaliação do estágio da doença, além do número de coágulos e o a insuficiência respiratória.

Paula Menezes, presidente da ABRAF (Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar), conta que a dependência do SUS por grande parte dos pacientes é comum. “Muitos deles sofrem com a falta de medicamentos, seja por problemas no abastecimento da rede de distribuição ou até pela falta de reconhecimento e oferta de tratamentos mais efetivos”, analisa Paula.

Na gestação, sentia dores muito fortes nas costas, mas tudo o que me diziam era que se tratava de contrações. Os sintomas são parecidos com os de outras doenças. E, isso, somado a sua raridade, ajuda a postergar o diagnóstico

Estimativa

A HPTEC é considerada rara, porque não há dados disponíveis sobre o número de pessoas com a doença. De acordo com a literatura médica, é estimada uma incidência de dois a 182 casos por 1 milhão de habitantes por ano.

Fatores de risco

Embora qualquer pessoa possa desenvolver hipertensão pulmonar, os adultos na meia idade são mais propensos a ter esse problema, principalmente quando ele é decorrente do uso de alguns medicamentos. Jovens são mais propensos a ter hipertensão pulmonar idiopática, de origem desconhecida. Hipertensão pulmonar também é mais comum em pessoas do sexo feminino do que em pessoas do sexo masculino.

Outro fator de risco para a hipertensão pulmonar é o histórico familiar da doença. Alguns genes podem estar ligados à hipertensão pulmonar. Estes genes podem causar um crescimento excessivo de células nas pequenas artérias dos pulmões, tornando-as mais estreitas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Donald Trump escreveu o seu próprio atestado, descrevendo que estava com a saúde excelente, disse o seu ex-médico
O Mercosul vai discutir uma aliança com a Coreia do Sul
Pode te interessar