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Brasil Os vacinados contra o coronavírus devem esperar 14 dias para receber o imunizante contra a gripe

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Idosos, professores, profissionais da saúde, dentre outros, fazem parte do público-alvo da vacina da gripe. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa nesta segunda (12) e termina em 9 de julho em todo o Brasil. É preciso atenção às datas no cartão de vacinação, porque quem tomou a vacina contra o coronavírus, deve esperar 14 dias para receber a dose de combate à gripe. Essa é uma das principais orientações dos técnicos da Saúde, tendo em vista que as duas campanhas ocorrem no mesmo período

Idosos, professores, profissionais da saúde, dentre outros, fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. A imunização permitirá, ao longo do ano, prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos e suas consequências sobre os serviços de saúde, além de minimizar a carga da influenza, reduzindo os sintomas que podem ser confundidos com os do coronavírus.

Importância

Daniel Amaro, professor do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e especialista em imunologia e vacinação, explica a importância da vacinação. “Como os vírus estão em constante mudança, a proteção que uma dose oferece reduz com o tempo. Sabendo disso, os pesquisadores atualizam as vacinas anualmente, sempre buscando uma maior eficácia”, disse.

Ainda que não previnam diretamente contra o coronavírus, o especialista ressalta que as vacinas reduzem a pressão sobre o sistema de saúde em relação às doenças gripais. “Com menos hospitalizações, conservamos recursos médicos importantes, que se encontram em escassez, para o cuidado a pessoas com coronavírus”, pondera.

Vacinas usadas no Brasil:

– Oxford/Astrazeneca: Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

– CoronaVac/Butantan: Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

– Janssen: A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra o coronavírus. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

– Pfizer: A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

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