Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Pacote desorganiza e inviabiliza Poder Judiciário e instituições do RS

Compartilhe esta notícia:

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, em entrevista coletiva. (Foto: Eduardo Nichele/TJ-RS)

“O Estado precisa de medidas para consertá-lo e não piorá-lo. Tomara que a Assembleia Legislativa tenha compreensão, e não transforme o Rio Grande do Sul num grande Presídio Central”. A declaração é do Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Desembargador Luiz Felipe Silveira Difini, em entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (19), demonstrando a preocupação das instituições com o pacote de medidas de ajuste fiscal e de mudanças no serviço público, proposto pelo Governo do Estado.

O início da votação na Assembleia Legislativa está previsto para hoje à tarde. O encontro contou também com a presença do Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Conselheiro Marco Peixoto, do Procurador-Geral do Estado, Marcelo Dornelles, e do Defensor Público-Geral do RS, Cristiano Vieira Heerdt.

Entre as medidas propostas pelo Governo do Estado está a Proposta de Emenda Constitucional que prevê a modificação do cálculo de repasse dos duodécimos aos Poderes e Instituições. Fechamento de Varas e Comarcas, atraso no andamento dos processos e falta de pessoal para atender a população são alguns dos prejuízos imediatos que a sociedade sofrerá, caso a proposição seja aprovada sem modificações.

Na conversa com os jornalistas, o Presidente do TJRS foi enfático ao dizer que a PEC “desorganiza e inviabiliza o funcionamento do Poder Judiciário”. Pela proposta, o duodécimo passará a ser calculado com base na Receita Corrente Líquida efetivada, limitada ao orçamento previsto. “Nota que, depois do acordo da dívida do Estado com a União, o déficit do RS cai de R$ 3 bilhões para em torno de R$ 1,25 bilhão, para o ano que vem. Já os incentivos fiscais são de R$ 9 bilhões. Quem sabe, vamos dividir isto em partes iguais: a metade se faz através da retirada de incentivos fiscais e a outra metade com todo mundo reduzindo proporcionalmente as suas despesas”, acrescentou ele.

Ainda, alertou para a rápida tramitação das proposições, que fazem modificações constitucionais sem a devida discussão com os Poderes e a sociedade, e falou da tentativa frustrada de conversar com o Governador: “Essas são medidas unilaterais do Poder Executivo. Foram comunicadas em novembro e, embora tenhamos insistido em reuniões, inclusive no final de semana, não houve nenhum diálogo sobre essas medidas”, destacou o magistrado.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Vídeo: Atirador mata embaixador russo em galeria de arte na Turquia
PF prende casal de passageiros com quase 30 quilos de cocaína em malas em aeroporto de São Paulo
Pode te interessar