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Feira do Livro Pai e filho lançam livros lado a lado na 71ª Feira do Livro

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Arno Werlang ao lado do filho Gérson Werlang: literatura como elo entre gerações, conectando pai e filho na crença compartilhada no poder transformador das palavras.

Foto: Tamara Ferreira
Arno Werlang ao lado do filho Gérson Werlang: literatura como elo entre gerações, conectando pai e filho na crença compartilhada no poder transformador das palavras. (Foto: Tamara Ferreira)

A sessão de autógrafos conjunta de Arno e Gérson Werlang na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre emocionou o público ao unir gerações e estilos literários distintos em torno de um mesmo valor: a força da palavra como elo entre pai e filho.

O magistrado aposentado Arno Werlang lançou seu primeiro livro solo, Histórias da Vida de um Magistrado (Editora do Pampa, 280 páginas), uma coletânea de memórias que transcende o relato biográfico tradicional. Com narrativa envolvente, ele revisita sua infância no interior do Rio Grande do Sul, os desafios da juventude, os bastidores da magistratura e os dilemas éticos enfrentados ao longo de décadas no Judiciário. A obra homenageia suas raízes alemãs e sua paixão pela literatura, incluindo contos traduzidos para francês, espanhol e guarani.

“É um voo solo, como dizemos nas oficinas literárias”, comentou o autor, que já havia participado de outras publicações coletivas. O livro pode ser adquirido na banca 47 (Isasul) da feira ou pelo site da editora.

Ao seu lado, o filho Gérson Werlang — músico, escritor e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) — apresentou seu terceiro romance, Jazz em Palmeira (Memorabília, 264 páginas). A obra narra a trajetória de um jovem músico que retorna à cidade natal em busca do sonho de viver da música em uma pequena comunidade do interior. A narrativa aborda temas como relações familiares, religião, sexualidade, racismo e o papel da arte nas pequenas sociedades.

Gérson é autor de Wilde em Berneval, que ficcionaliza o exílio de Oscar Wilde na Normandia, e Café – Um Breve Relato do Ano da Enchente, que mistura realismo e insólito ao retratar a enchente de 2024. Também publicou o livro de poemas Outros Outonos, as crônicas Rita Lee & Tutti Frutti – Santa Maria, Maio de 1978, e a tradução inédita de Meu Primeiro Livro, de Robert Louis Stevenson, que deu origem a um centro de estudos sobre o autor escocês na UFSM. Seu ensaio A música na obra de Erico Verissimo analisa a influência musical na literatura do escritor gaúcho.

A sessão atraiu leitores, colegas e familiares, que celebraram não apenas os lançamentos, mas também o simbolismo do encontro entre gerações unidas pela escrita. “Foi um momento de emoção e reconhecimento mútuo”, disse Gérson. “A literatura nos conecta como pai e filho, mas também como autores que acreditam na força da palavra.”

O evento reforçou o papel da Feira do Livro como espaço de encontros afetivos e culturais, onde histórias de vida se transformam em literatura e ganham novos leitores a cada página. A 71ª edição, que ocorre até 16 de novembro, reúne mais de 650 atividades culturais e deve atrair cerca de 1,5 milhão de visitantes. (por Gisele Flores)

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