Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2016
Um homem de 28 anos foi espancado no Terminal Rodoviário de Mogi das Cruzes, em São Paulo. O pai de uma menina de 11 anos contou que o suspeito enviava mensagens para o WhatsApp do celular da filha com fotos do próprio corpo, e pedia imagens da menina nua. O pai relatou à polícia que começou a se passar pela menina, junto com a madrasta dela, e eles combinaram o encontro com o suspeito na rodoviária, onde a agressão ocorreu.

Suspeito enviava mensagens à criança, mas pai e madrasta descobriram o assédio e passaram a dialogar com ele até coletar as mensagens impróprias para uma menina de 11 anos. (Crédito: Reprodução)
Assédio foi relatado pelo pai.
O caso foi registrado no Distrito Policial local com base no artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que aponta que é crime “aliciar, assediar, instigar ou constranger” um menor. O suspeito não foi levado para a delegacia porque precisou ser hospitalizado no Hospital Luzia de Pinho Melo, mas no boletim de ocorrência consta que ele é “averiguado”. O pai levou para a polícia cópias das mensagens, que foram anexadas ao boletim de ocorrência.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que o hospital não autorizou a divulgação do estado do suspeito. O pai da menina contou n à autoridades que em uma madrugada de março um estranho fez contato com o celular da filha dele pelo WhatsApp. Segundo o pai, havia a mensagem “oi” e a foto de um pênis. O pai ainda relatou que a menina viu a mensagem e entregou o celular para a madrasta, que respondeu “oi, quem é?”.
A captura do suspeito.
Ainda de acordo com o pai, as conversas foram se prolongando e o homem pedia abertamente fotos da menina pelada, perguntava sobre o corpo da menina etc. Segundo o responsável, o homem propôs um encontro e eles marcaram no Terminal Rodoviário. Pensando estar falando com a menina, o pai disse que o suspeito mandou uma foto do próprio rosto para ser reconhecido. De acordo com o boletim de ocorrência, na hora marcada, a madrasta e o pai esperavam o homem no terminal, perto do banheiro. A madrasta falava com o suspeito ao telefone se passando pela criança.
Ele apareceu conversando ao telefone com a mulher. Quando ficou frente a frente com a madrasta, o pai relatou que ele gesticulou como se fosse abraçá-la e foi segurado. O pai acrescentou que pessoas que passavam pelo local perguntaram o que estava acontecendo e a madrasta disse: “Pedófilo!”.
Cidadão que estavam no terminal iniciaram a agressão.
Populares teriam começado a agredir o suspeito até a chegada da Polícia Militar. O pai disse que tentou evitar a agressão porque já havia chamado a polícia, mas havia uma dez pessoas agredindo o homem. Ele relatou à polícia que “fez o que pode para tentar evitar a agressão pois seu objetivo era a prisão do indivíduo”. O pai da menina levou para a delegacia os pertences do suspeitos, que incluíam um celular com dois chips, chip avulso, preservativos e bolsa de pano, que serão encaminhados para perícia. (AG)
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