Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de setembro de 2015
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta sexta-feira (04) ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncias contra o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e o pai dele, o senador Benedito de Lira (PP-AL). Ambos são acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava-Jato. Janot pede a condenação dos dois por corrupção e lavagem de dinheiro.
O STF terá agora que decidir se aceita ou não as denúncias. Se aceitar, eles se tornarão réus e responderão a ações penais na Corte – devido ao foro privilegiado, eles não podem ser processados em outra instância da Justiça.
Durante as investigações, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em delação premiada, que repassou 1 milhão de reais, por intermédio do doleiro Alberto Youssef, para a campanha de 2010 ao Senado de Benedito. O valor teria saído da “cota” destinada ao PP no esquema e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.
No caso de Arthur, Youssef afirmou que teria pago despesas de campanha do parlamentar em 2010. O doleiro disse ainda que soube que um assessor do deputado recebeu 100 mil reais em espécie, mas que ele teria sido detido com o dinheiro no Aeroporto de Congonhas (SP). Segundo Youssef, o congressista recebia repasses mensais entre 30 mil e 150 mil reais da “cota” do PP.
O advogado de Arthur contestou a acusação. “Não há nenhuma ilegalidade nas contas. O deputado já demonstrou isso e iremos demonstrar mais uma vez”, afirmou. Benedito voltou a negar envolvimento com o esquema. “Isso tudo me surpreende porque só recebi doação de campanha oficial. Não participei de nenhuma falcatrua”, alegou. “Se existir essa denúncia, vou responder tranquilamente. Eu nunca vi esse bandido [Youssef], nunca tratei assuntos com ele”, completou. (G1)
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