Segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2015
É com preocupação que os países vizinhos têm visto a crise política brasileira. Na Venezuela, o mais apreensivo, o governo de Nicolás Maduro teme perder o apoio do País mais poderoso da região em caso de impeachment de Dilma Rousseff. Na Argentina, a preocupação recai sobre o efeito da paralisia política na economia e como isso afeta a produção e o emprego no Brasil.
Caracas propaga a ideia de que Dilma é alvo de uma suposta campanha patrocinada pelos Estados Unidos para substituir presidentes esquerdistas na região por conservadores. “Há ameaças de golpe de Estado no Brasil nos próximos meses”, disse Maduro na TV. “Se se atrevem a se meter com o Brasil, o que será do resto?”, indagou o presidente, que liderou no dia 20, um tuitaço com hashtags como #LulaDilmaSomosTodos.
Panelaços
A representante da Argentina, Cristina Kirchner, segue a mesma linha de pensamento: a de que há, atualmente, na América do Sul, uma conspiração para desestabilizar governos “populares e democráticos”. “Tentaram impedir de todas as maneiras que Dilma fosse reeleita”, disse, em discurso em rede nacional na semana passada. “Os panelaços têm marca registrada, e sabem de quem é? De uma agência muito importante em um país do Norte e que costuma intervir na política da América do Sul”, afirmou, aludindo à CIA (a agência de inteligência dos EUA).
(Mariana Carneiro e Samy Adghirni/Folhapress)
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