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Política Palácio do Planalto prepara estratégia para tentar blindar Lula de caso Master e CPMI do INSS

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No Palácio do Planalto, a avaliação é que ministros terão de entrar no embate para evitar que o desgaste recaia sobre o presidente. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em meio às novas revelações do escândalo do Banco Master e à quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo paralisou parte da agenda interna para traçar uma estratégia que reduza os impactos políticos da crise a poucos meses das eleições.

Ainda não há uma orientação unificada sobre como a gestão petista deve se posicionar publicamente, já que os desdobramentos dos casos seguem em andamento. No Palácio do Planalto, no entanto, a avaliação é que ministros terão de entrar no embate para evitar que o desgaste recaia sobre o presidente.

A estratégia em discussão prevê colocar ministros na linha de frente da defesa do governo, enquanto Lula deverá manter uma postura institucional. A ideia é blindar o chefe do Executivo de críticas e evitar que ele seja associado diretamente às investigações. Auxiliares do presidente admitem preocupação com os efeitos eleitorais da crise e acreditam que, sem uma resposta coordenada, o tema pode contaminar o debate político e prejudicar a tentativa de reeleição de Lula.

Outra percepção é de que o agravamento das crises do Master e dos desvios nas aposentadorias e pensões do INSS devem desaguar em mais uma eleição “antissistema”, nos moldes da de 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu presidente. “Outsiders” desbancaram nas urnas velhos caciques, como Eunício Oliveira (MDB) no Ceará, Romero Jucá (MDB) em Roraima, Roberto Requião (MDB) no Paraná e até Magno Malta (PL), aliado de Bolsonaro, no Espírito Santo – todos tentavam uma vaga no Senado. Nem a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que por muito tempo liderou as pesquisas, elegeu-se senadora por Minas Gerais.

No último dia 3, em reunião com a bancada do PT na Câmara dos Deputados, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, disse aos parlamentares, em uma de suas avaliações, que a forte rejeição ao sistema será uma das marcas da eleição de outubro. Por isso, segundo um dos participantes do encontro, o desafio da campanha lulista será transformar o chefe do Executivo federal em “candidato antissistema”.

Na crise do Master, várias estratégias já foram deflagradas. Para o debate nas redes sociais, o PT e perfis de esquerda alinharam uma ofensiva para emplacar a palavra de ordem “Bolso Master”, que já estreou no último dia 5, a fim de associar o escândalo ao ex-presidente – e naturalmente, ao pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que representará o pai nas urnas. Petistas vão bater na tecla de que o cunhado e operador de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, foi o maior doador como pessoa física para as campanhas de Bolsonaro e do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022.

Outra linha de atuação no caso Master é relacionar as irregularidades à gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Integrantes do Planalto pretendem levantar suspeitas sobre uma possível omissão da autoridade monetária, na gestão anterior à de Gabriel Galípolo, na fiscalização da instituição financeira.

Para reduzir o risco de desgaste direto do presidente, a orientação interna é manter a agenda de Lula sem mudanças relevantes. A aposta é preservar a rotina institucional do chefe do Executivo enquanto aliados assumem o enfrentamento político. De março a abril, por exemplo, o presidente mantém seus compromissos internacionais. Estão previstas viagens ao Chile, na próxima semana, à Espanha, em meados de abril, e, na sequência, à Alemanha. As informações são do jornal Valor Econômico.

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