Sábado, 11 de Julho de 2020

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Brasil Palocci entrega o presidente do Supremo e banqueiros

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Toffoli nega pedido de revogação e mantém ordem dada ao BC para entregar dados fiscais. (Foto: Divulgação/STF)

Não foi à toa que a delação do ex-ministro Antonio Palocci era esperada como o fim do mundo e demorou tanto a vir à luz, mudando da alçada do MPF (Ministério Público Federal) para a da PF (Polícia Federal) e depois merecendo silêncio sepulcral de importantes veículos de comunicação. Palocci entregou o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli e banqueiros.

Revelada sua íntegra no jornal O Estado de S.Paulo e na revista Crusoé do site O Antagonista, ela confirma o que se sabia, mas não tinha sido ainda revelado por alguém que participou da maior roubalheira da História.

O ex-ministro da Fazenda de Lula, ex-chefe da campanha e, depois, ex-chefe da Casa Civil de Dilma contou como ex-sindicalista recebeu 10% dos lucros do banco de André Esteves em troca de informação privilegiada sobre a queda da Selic, passada por Mantega e Tombini.

Como Dilma avalizou gorjetas da Odebrecht e da OAS para ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) César Asfor enterrar a Operação Castelo de Areia, tudo planejado por Thomaz Bastos. E ainda como Toffoli articulou com o então ministro do STF e depois advogado de defesa de Lula Sepúlveda Pertence para perdoar multa milionária ao Unibanco de Pedro Moreira Salles.

Inquérito

“Enquanto for necessário, esse inquérito ficará aberto.” A declaração é do ministro Dias Toffoli, e se refere ao inquérito que apura a disseminação de notícias falsas, acusações caluniosas e ameaças contra os ministros da Corte.

Conhecido como “inquérito das fake news”, o conjunto de investigações é alvo de críticas de associações de procuradores e chegou a ter o arquivamento defendido duas vezes pela ex-procuradora-geral Raquel Dodge. O pedido foi negado pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

Ao justificar a importância do inquérito das fake news, Toffoli disse que as investigações identificaram planos de ataques “terroristas” ao Supremo na chamada deep web – camada da internet que não pode ser acessada por meio de mecanismos de busca, como o Google. O ministro não quis dar detalhes sobre a natureza dos ataques identificados, por “questão de segurança”, mas destacou a gravidade da questão.

“Esse inquérito descobriu na deep web ataques ‘terroristas’. Não é pouca coisa. E ataques ‘terroristas’, pelo o que já foi investigado, com ligações a pessoas que já fizeram outros atentados gravíssimos”, disse. “Ataque terrorista [à instituição]. Não é pouca coisa. E nós estamos falando de uma coisa absolutamente séria”, completou.

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