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Carlos Roberto Schwartsmann Pandemia e a poderosa vitamina D

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Pesquisa ligou a deficiência de vitamina D com condições crônicas de saúde e morte precoce. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Vitaminas são moléculas orgânicas, nutrientes essenciais para manter a fisiologia e o metabolismo do corpo. São catalisadores, isto é, promovedores de reações químicas, necessárias à nossa saúde.

Nosso organismo é incapaz de sintetizá-las.

São imprescindíveis à vida, e são denominadas por letras maiúsculas (A, B, C, D, E, …). Cada uma com função específica. Por exemplo, a vitamina K é essencial na coagulação sanguínea.

Hormônios são substâncias produzidas por nossos tecidos, órgãos, glândulas ou neurônios (ex.: testosterona, tireoxina, adrenalina, hormônio do crescimento etc.) e são liberados na corrente sanguínea.

A poderosa vitamina D, não é um organismo produzida pelo nosso organismo e, portanto, não é uma vitamina, é um hormônio!!

Foi descoberto por Harry Steenbock em 1916. Descobriu que a luz solar é o melhor tratamento para a cura do raquitismo.

A radiação ultravioleta, em contato com a epiderme, transforma a gordura da pele em Colecalciferol que, após reações no fígado e nos rins, se transforma em calcitriol, um hormônio conhecido como vitamina D.

Sua principal função é regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue, e nos tecidos, principalmente no ósseo e muscular.

Entretanto hoje se sabe que a vitamina D está envolvida em dezenas de reações e processos químicos que ocorrem no nosso organismo desde a gestação. Interfere no diabete, pois participa na fabricação de insulina. Nas doenças cardiovasculares e na hipertensão. Nas alergias. No sistema nervoso central: na depressão sazonal, o déficit da vitamina, que ocorre nos países com pouco sol durante o inverno induz a apatia, tristeza e prostração.

Também auxilia na prevenção de vários tipos de canceres, pois participa no controle da morte celular e proliferação de células malignas

Recentemente estudos demonstraram que a vitamina D tem efeito imunomodulador sobre os monócitos, células T e na produção de anticorpos pelos linfócitos B. Por isso a deficiência deste hormônio é correlacionada a várias doenças autoimunes: tireoidites, lúpus, artrite reumatoide, doenças de Crohn, esclerose múltipla, etc.

Provavelmente, pela sua capacidade de fortalecer nossa imunidade, nesta pandemia a vitamina D voltou a ser muito cotada e prestigiada no arsenal terapêutico médico. Foi muito prescrita!!

Talvez, um dos maiores enganos, por nós cometidos, na orientação desta pandemia foi a adoção do lema: “Fique em casa”.

Segundo o “Center For Disease Control and Prevention” do EUA, 98% das contaminações por Covid ocorreram dentro das casas. Apenas 2% ocorreram na rua!

Talvez, talvez e talvez, um lema melhor teria sido: “Respire ar livre, tome sol e evite aglomeração”!!

 

Prof. Dr. Carlos Roberto Schwartsmann – médico e professor

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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