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Acontece Panorama brasileiro é debatido em evento promovido pela Unimed Porto Alegre

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Márcio Pizzato, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre. POA. FOTO: LUCAS UEBEL

A Unimed Porto Alegre comemorou ontem, dia 29, o Dia do Médico em evento que contou com a participação do presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, e da jornalista econômica Lillian Witte Fibe, que compartilharam opiniões sobre o atual cenário econômico do país. O encontro, realizado no Teatro do Bourbon Country, abriu com a apresentação da dupla Luana Pacheco e Luciano Leães, com a curadoria do Studio Clio.

“Queremos homenagear aqueles que, com o seu trabalho, ajudam a nossa cooperativa a manter-se forte e competitiva no mercado”, iniciou o presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, Márcio Pizzato. Ele apresentou resultados relevantes já alcançados este ano. “De janeiro a setembro contabilizamos mais de 23 mil novas vidas, um resultado positivo diante da crise que estamos enfrentando”, informa.

Pizzato destacou ainda inúmeras conquistas que marcaram o ano da Cooperativa, como premiações e distinções do mercado. “Nossos reconhecimentos são resultados da forma com a Unimed Porto Alegre vem trabalhando suas estratégias de gestão, visando ao fortalecimento da marca e ao posicionamento de líder em planos de saúde. Estamos no caminho certo e as nossas ações estão alinhadas com as melhores estratégias de governança corporativa”, sintetiza. E complementa: “Buscamos inovar e temos a preocupação em disponibilizar as mais recentes tecnologias em serviços diferenciados aos cooperados e clientes, promovendo mais agilidade e qualidade nas entregas”.

O presidente da AMB, Florentino Cardoso, enfatizou a importância da qualificação. “A formação médica no Brasil é pior do que quando me formei, há mais de 30 anos. Temos uma avalanche de escolas médicas que já somam 257, além das 36 novas que já foram autorizadas e mais 22 para serem liberadas”, alertou. Segundo ele, há uma enorme defasagem na formação do médico especialista, por meio dos programas de residência médica, no qual o Ministério da Educação autoriza programas sem condições mínimas de funcionamento.

“Isso é lamentável, vivemos uma época do governo da quantidade, com corrupção e paternalismo desenfreados, com mais inflação, desemprego e que não se preocupa com a qualidade. O slogan pátria educadora só existe no papel, porque, verdadeiramente, o Brasil esta muito longe se ser uma pátria educadora. O governo da quantidade, recentemente, quando lançou o projeto chamado Mais Especialistas, levou junto o lançamento de mais 2500 vagas de residência médica. Somos favoráveis a ter mais vagas desde que se tenha condições de treinar adequadamente”, afirmou.

“Nós, médicos, não somos melhores ou piores do que nenhum outro especialista de qualquer área, mas somos diferentes na medida em que lidamos com o bem maior, a saúde das pessoas. Por isso, precisamos, obrigatoriamente, sermos bem formados. Além disso, devemos nos manter atualizados porque, em media, a cada quatro ou cinco anos o conhecimento dobra na nossa área”, explicou.

Para o presidente da AMB, quanto mais qualificado for o profissional e mais estruturado for o sistema de saúde, mais barata será a assistência. “Não temos, no Brasil, política de estado para a saúde, temos de governo, de partido, mas precisamos de mais políticas de estado para que vislumbremos a curto, médio e longo prazo cuidados melhores da população”, resumiu.

Cenário Político e Econômico

A jornalista Lillian Witte Fibe analisou o atual cenário político e econômico. Ela acredita que o Brasil, diante da transparência, hoje em dia, imediata nessa nova era global, vive razoavelmente bem sob o ponto de vista da sua saúde. Fez uma relação organizada da “desgraça econômica e politica” com as instituições. “Hoje estamos num Brasil diferente e melhor do que nas três ultimas décadas”, acredita. “Honestamente, tenho orgulho de algumas coisas que vêm acontecendo, como em Curitiba, por exemplo, hoje foco de grandes esperanças para o florescimento de uma democracia sólida e madura no Brasil”.

Conforme Lillian, o novo panorama brasileiro tem três novos perfis. “O primeiro é a participação ativa de uma opinião pública centrista, e até conservadora, e que expressa muita raiva nas redes sociais, e a imprensa livre. O segundo é atuação agressiva, em vários horizontes, de uma polícia federal que é uma espécie de força fantasma que floresceu de repente e hoje põe o dedo na ferida, influindo diretamente no cenário empresarial e político. E o terceiro é a vitalidade e energia de um Ministério Público jovem, concursado, legítimo, reforçado pelo apoio explícito da sociedade, dinamizado por um novo instrumento legal que é a delação premiada. Viva, portanto, as instituições: sociedade civil engajada, imprensa livre, Polícia Federal e Ministério Público”, sintetiza.

Para ela, não foram apenas as promessas da presidente Dilma, durante a campanha eleitoral de 2014, que inflamaram a indignação geral. “Existe hoje um verdadeiro sentimento de humilhação e de raiva das pessoas em ver a que estado foi reduzida, por exemplo, a Petrobras. A sociedade brasileira está machucada, se sente insultada e ofendida, cobra satisfações e exige mudanças sim”, destaca. “A maioria dos brasileiros, obviamente, é honesta e bem intencionada. A luta, portanto, desse momento é por fazer prevalecer este padrão correto. É claro que isso vai depender também do contínuo engajamento da população e do exercício da cidadania”, afirma.

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