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Brasil Para acalmar base aliada, governo libera 500 milhões de reais em emendas

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A liberação foi informada pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que atualmente ajuda na articulação política do governo. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Um dia após a saída do vice-presidente Michel Temer da articulação política e do anúncio de que serão cortados dez dos 39 ministérios, o governo anunciou nesta terça-feira (25) a liberação imediata de 500 milhões de reais em emendas parlamentares – recursos que os deputados e senadores destinam no Orçamento a projetos em seus municípios.

O dinheiro é referente a “restos a pagar” de 2014, ou seja, emendas previstas no Orçamento do ano passado que não foram pagas. A liberação foi informada aos deputados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que atualmente ajuda na articulação política do governo. A intenção com os pagamentos é acalmar a base aliada no Congresso em meio à crise política e econômica.

Para viabilizar os 500 milhões de reais, Padilha teve que negociar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que não queria desembolsar o dinheiro agora.

“O Levy, desde o início, ele foi parceiro. A dificuldade era onde buscar os recursos. E nós temos tempos diferentes. Ele tem até o fim do ano para cumprir as metas. Às vezes eu tenho um dia. Eu sei quanto representa a decepção e os votos contra nas eleições para um deputado quando não consegue a emenda”, disse o ministro da Aviação Civil.

Segundo Padilha, não houve “queda de braço” entre ele e Levy. “O que houve foi dissintonia entre os tempos da política e o tempo da burocracia”, declarou. De acordo com ele, o governo possui, no total, 4,6 bilhões de reais disponíveis para cumprir os restos a pagar das emendas de 2014 e de anos anteriores.

No entanto, podem ser disponibilizados atualmente 500 milhões de reais referentes ao ano passado, já que a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 não previu pagamento de recursos de anos anteriores.

CORTE MINISTERIAL

Eliseu Padilha também comentou, em entrevista aos jornalistas, a intenção da presidenta Dilma Rousseff de cortar 10 dos atuais 39 ministérios. Ele afirmou que vai “ajudar” na reforma administrativa colocando o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil à disposição. Segundo ele, a “tendência” é de que as secretarias sejam integradas a ministérios.

Padilha disse ainda que, com a saída de Temer da articulação política, não deverá haver um substituto responsável exclusivamente pela interlocução entre governo e Congresso Nacional. Segundo ele, o diálogo será direto entre os parlamentares e os ministros das pastas relacionadas aos projetos de lei em discussão no Legislativo. (Nathalia Passarinho/AG)

 

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