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Brasil Para baixar o preço do óleo diesel, o governo federal decidiu cortar verbas de educação, segurança e saúde, incluindo programas de transplantes e ações de combate ao trabalho escravo e infantil

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Atenções ainda se dividem entre Alckmin, Bolsonaro e PT. (Foto: EBC)

Para garantir a redução de R$ 0,46 no litro do óleo diesel nas refinarias (e nos postos de combustíveis) e encerrar a greve nacional dos caminhoneiros, o governo federal retirou recursos de áreas sensíveis como a fiscalização de trabalho escravo e infantil, programa Mais Médicos, verba de policiamento e até mesmo do Sistema Nacional de Transplantes.

Áreas sociais e programas ligados à Educação e ao Meio Ambiente também serão afetadas pelos cortes, que totalizam R$ 9,5 bilhões.

Para garantir o crédito extraordinário que será remanejado para os Ministérios de Minas e Energia e da Defesa, o Palácio do Planalto precisou retirar dinheiro de 19 ministérios, sendo que, ironicamente, o dos Transportes foi o mais afetado: perderá R$ 1,4 bilhão. Também houve corte em programas sociais como políticas para juventude, violência contra mulheres, políticas sobre drogas e saúde indígena.

A redução do preço do diesel foi uma concessão do governo diante da pressão da greve dos caminhoneiros que paralisou boa parte do País. Só no Ministério da Educação os cortes serão de R$ 55 milhões. O dinheiro estava previsto no orçamento para concessão de bolsas no Proies (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior). Outros R$ 150 milhões foram cortados do fundo garantidor do financiamento estudantil.

Transplantes

Além de sofrer com cortes no programa de transplantes, no valor de R$ 1,3 milhão, o Ministério da Saúde foi vai ter de retirar dinheiro R$ 34 milhões do Programa Mais Médicos, R$ 11,8 milhões do programa de gratuidade do Farmácia Popular e R$ 38,9 milhões do dinheiro que seria destinado à manutenção de unidades de saúde. O montante do corte na pasta foi de R$179,6 milhões.

No Ministério do Meio Ambiente, chama a atenção a retirada de R$ 1,1 milhão da fiscalização ambiental e de R$ 2,9 milhões do montante que seria aplicado em unidades de conservação. As informações sobre as áreas e ministérios que sofreram cortes foram publicadas numa edição extra do Diário Oficial da União de 30 de maio.

Temer também cortou R$ 3,8 milhões do programa “Criança Feliz”. A inciativa da área social tinha como embaixadora a primeira-dama, Marcela Temer, que resolveu recentemente se afastar dos holofotes. No início de 2017, os marqueteiros do governo tinham um ambicioso plano para alavancar a popularidade do presidente. Umas das ideias era escalar Marcela para participar de uma série de atos oficiais relacionados à iniciativa.

Na lista está, ainda, o corte de R$ 1,5 milhão para o “policiamento ostensivo nas rodovias e estradas federais”. A verba, que seria usada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), serviria, dentre outros propósitos, para operações de fiscalização do transporte de cargas e aumento do policiamento em feriados. A PRF ainda vai estudar como irá remanejar os recursos para garantir o policiamento nas estradas.

O governo também retirou R$ 4,1 milhões para o combate ao tráfico de drogas e proteção de bens da União. Na rubrica, ainda estava incluído o combate ao tráfico de seres humanos, à exploração sexual infanto-juvenil e à pedofilia.

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