Terça-feira, 22 de Junho de 2021

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Cláudio Humberto Para Bolsonaro, só voto impresso impedirá fraude

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O voto impresso ganhou força na Câmara, com a instalação da comissão especial para proposta de emenda da deputada Bia Kicis (PSL-DF). (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O presidente Jair Bolsonaro está convencido de que há uma trama para fraudar a eleição presidencial de 2022, incluindo pesquisas que considera suspeitas, e acha que a única forma de impedir isso é a adoção do chamado “voto impresso”, que garante a recontagem em seções de votação sob suspeita de fraude na apuração. Um dos argumentos contrários à medida aponta para os custos da impressão do voto, estimados em R$ 2,5 bilhões em um período de dez anos.

Vai dar trabalho
O “risco” de judicialização de votações é a principal alegação do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, contra voto impresso.

Começou a andar
O voto impresso ganhou força na Câmara, com a instalação da comissão especial para proposta de emenda da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

Apoio fundamental
Em Maceió, diante de Bolsonaro, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (P-AL), fez a defesa do voto impresso

Auditagem necessária
Para Arthur Lira, “o sistema de votação em urna eletrônica tem que ser passível de auditagem”, defendendo transparência total na apuração.

Vacinação: ritmo no Brasil é superior ao europeu
Depois de deixar o Reino Unido para trás no número total de doses de vacinas aplicadas na população, o Brasil começa a se aproximar da média de pessoas imunizadas nos países da União Europeia, incluindo Alemanha e França. Nos primeiros 125 dias, o bloco europeu já havia aplicado duas doses em cerca de 9% dos seus habitantes. Essa marca foi atingida pelo Brasil na quinta (13), 117º dia da campanha nacional.

Dá para melhorar
Com relação percentual de pessoas que receberam ao menos uma dose, a União Europeia leva vantagem. Foram 20% lá contra 18% no Brasil.

Total geral
Em números absolutos, o Brasil aplicou 56,5 milhões de doses até esta quinta. No mesmo período, a União Europeia aplicou 125,05 milhões.

Uma semana antes
O Brasil imunizou 18,5 milhões de pessoas nesses 117 dias. Alemanha, França e Itália, que somados têm população similar, levaram 124 dias.

Sextou na quinta
O senador Omar Aziz (PSD-AM) formulou votos de “bom fim de semana” às 16h desta quinta (13), ao encerrar a sessão da CPI da Pandemia. No Congresso, sexta-feira continua sendo fim de semana.

Com todas as letras
Ativismo e lacração não alteram o que disse à CPI Carlos Murillo, da Pfizer: o contrato só pôde ser assinado após o Brasil acatar a exigência de mudar a lei para blindar a empresa de ações judiciais.

Noção de geografia
O senador Jean Paul (PT-RN) citou “noção de Direito” para dizer que a Justiça acataria ações contra a vacina, anulando a blindagem da Pfizer. Talvez ele não saiba que isso só poderia ser feito em Nova York.

Guerra química
A certa altura, o senador Omar Aziz soltou uma de suas pérolas, ontem, na CPI: “Com esse negócio de guerra química, nós achávamos que era a China atacando aqui”. Se o sobrenome fosse Bolsonaro, virava notícia.

Recordar é viver
Em Maceió, quando passou diante de um grupo de bandeiras vermelhas que protestavam contra ele, o presidente Jair Bolsonaro abriu um largo sorriso de ironia enquanto rodopiava o polegar direito no meio da palma da mão esquerda, símbolo nacional de denúncia de ladroagem.

Mensalão, 16
O Mensalão do governo Lula completa 16 anos em junho. O escândalo que apurou a compra de votos de parlamentares no Congresso com dinheiro público, rendeu a prisão de Zé Dirceu e vários outros figurões.

Atenção ao investidor
O chanceler Carlos França conversou sobre cooperação, por telefone, com o colega italiano Luigi di Maio. A Itália é o 12º maior investidor no Brasil, cerca de US$17,4 bilhões. Há 1.400 empresas italianas no Brasil.

Na Coreia também
A Coreia do Sul registrou em 2020, pela primeira vez na História, mais mortes do que nascimentos. Foram 275,8 mil nascimentos de sul-coreanos contra 307,7 mil mortes em todo o país asiático ano passado.

Pensando bem…
… na CPI da Pandemia, holofote é oxigênio.

PODER SEM PUDOR

Suplicy e a corda
Há alguns anos, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi conhecer o Círio de Nazaré, em Belém (PA). Com pose de atleta, ele se meteu a puxar a corda, ao lado de milhares de fiéis, e se deu mal, muito mal. O ex-deputado Babá (Psol-PA) relatou com graça a cena a que assistiu: “Suplicy foi ejetado em quinze minutos. A força na corda é descomunal.

Não por acaso, quando soube que a colega Heloísa Helena iria ao Círio, Suplicy advertiu: ‘Cuidado com a corda’…”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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