Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2023
Um vídeo em que o economista Antônio Delfim Netto, defende o sedentarismo como forma de prolongar a vida viralizou nas redes sociais. Embora tenha sido publicado há alguns anos, o trecho que ganhou popularidade novamente mostra o ex-ministro da Fazenda dizendo que fazer ginástica é uma das piores coisas para a sobrevivência.
De acordo com Delfim Netto, o coração tem um limite de batimentos cardíacos. Após atingi-lo, o músculo para. Sendo assim, atividades físicas que aumentam a frequência cardíaca, como a corrida, aumentam esse consumo e, portanto, encurtam a vida.
“O coração é um músculo que quando você nasce, ele vai bater 1.432.729.226. Quando chegar nisso, o músculo para. Cada vez que eu dou uma corrida, eu consumo muito mais. Quer dizer, eu estou encurtando a minha vida”, afirma Delfim Netto.
Piadas e críticas
Os comentários da publicação no vídeo do ex-ministro se dividem entre piadas e críticas: “Delfim Neto defendendo sedentarismo passando pela sua TL”, diz um usuário do Twitter que compartilhou o vídeo. Outro usuário da rede critica: “o argumento é falacioso. Quem pratica esporte de forma constante, possui uma média de batimentos cardíacos/dia mais baixa do que os sedentários”.
Certo e errado
E, realmente, o usuário do Twitter está certo e Delfim Netto, errado.
“Ser sedentário, gasta muito mais o coração do que fazer atividade física por 30 minutos. Tanto que o sedentarismo é um dos fatores de risco mais prevalentes para problemas cardíacos”, afirma Marcio Atalla, professor de educação física especialista em nutrição e colunista do jornal O Globo.
Coração mais eficiente
Atalla explica que embora a atividade física intensa eleve os batimentos cardíacos durante a prática a 180, por exemplo, no restante do dia, a pessoa ficará com uma frequência cardíaca em torno de 60 a 70. Já um sedentário, terá uma frequência cardíaca em repouso mais elevada: de 85 a 90.
Isso significa que o coração de uma pessoa que faz atividade física é mais eficiente do que o de um sedentário. Pois ele consegue levar sangue, nutrientes e oxigênio para o corpo com menos esforço.
“Por isso é importante ter uma frequência cardíaca mais baixa no repouso. Significa que o coração está mais forte”, diz o especialista.
Risco de doenças
Além do coração, já está mais do que comprovado que exercícios em geral reduzem o risco de diversas doenças, como câncer, diabetes, osteoporose, além de melhorar o sistema imunológico e a cognição.
Para uma vida saudável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as principais diretrizes de saúde recomendam a prática de, pelo menos, 30 minutos de atividade física moderada por dia. As informações são do jornal O Globo.
Os comentários estão desativados.