Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2016
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, defende que as exportações sejam a saída para a crise econômica brasileira e diz que, para isso, o País precisa ser mais “ambicioso e agressivo” e acabar com a proteção contra a concorrência externa para alguns setores. “Não pode ter proteção”, disse Kátia, ao propor que o Brasil busque mais acordos de livre comércio com outros países.
“Dizem que para uns viverem outros têm que morrer. Quando você abre um mercado, é claro que uns adoecem e outros falecem, mas é o jogo”, justificou a ministra, que tem como meta elevar a participação do agronegócio do País no comércio mundial de 7% para 10% até 2018.
Ao ser questionada sobre quais setores travam essa abertura para o Brasil, apontou “alguns da indústria, protegidos há décadas”. “Você já ouviu falar de filho de 40 anos que recebe mesada do pai dar certo? No comércio é igual: não pode receber mesada de pai a vida inteira. Não pode ter proteção.”
Kátia afirmou ainda que, no primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff, o País não avançou nos acordos comerciais porque “o Mercosul nos atrapalhou”.
Além de buscar o caminho das exportações, a ministra, que faz parte do grupo dos assessores mais próximos da mandatária, disse que o Brasil “precisa fazer o ajuste fiscal” e que o “Estado é mau gastador, gasta mal de todos os jeitos” e até “rouba”. “Está na hora de apertar o cinto”, sentenciou. (Folhapress)
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