O primeiro grande desafio do presidente Michel Temer será enfrentado amanhã com a votação do projeto que limita os gastos do poder público à variação da inflação do ano anterior. Irá na contramão do que se consagrou ao longo de décadas: os recursos do Tesouro Nacional são infinitos e suportam tudo. O déficit crescente mostra o contrário.
NO REINO DA DÍVIDA
Seguir a trilha do endividamento da União, que já passou dos 4 trilhões de reais, significa penalizar a população. O País não pode arrecadar impostos para destiná-los, em grande parte, a cobrir os rombos da Previdência e a pagar juros.
NAS ALTURAS
Às 22h de ontem, o Jurômetro registrava 304 bilhões e 135 milhões de reais. Valor desembolsado desde 1º de janeiro deste ano para rolar a dívida do governo federal. É mais do que os orçamentos dos Ministérios da Saúde e da Educação somados para todo o ano.
PRÓXIMO ROUND
Ainda neste mês, o governo começará a travar outra batalha muito mais difícil no Congresso: a reforma da Previdência, amarga e necessária para garantir a continuidade dos pagamentos .
CRIME À SOLTA
Como no 1º turno, candidatos precisam dedicar tempo para desarticular armadilhas virtuais. O pacote de maldades consiste em posts e informações falsas divulgadas nas redes sociais. A lamentável fábrica de boatos é uma maneira de fazer política criminosa.
FATOS EM CADEIA
Ao praticar juros abusivos, através de uma política monetária restritiva, o poder público segura a Economia, reduz a receita fiscal e encarece o custo de sua dívida numa espiral incontrolável.
FALTA CLAREZA
Os benefícios fiscais tornaram-se um dos capítulos mais obscuros do manicômio tributário nacional. A começar pelos números divulgados. Dependendo da fonte e do momento, variam em proporções inaceitáveis.
RÁPIDAS
* O PP larga na frente: com quatro vereadores eleitos, indicará João Carlos Nedel para presidir a Câmara em 2017.
* A eterna briga: nem a vantagem no 1º turno uniu o PSDB em Porto Alegre.
* Ainda está por ser escrita a história dos bastidores: surgirão os motivos para os erros na maioria das pesquisas eleitorais.
* Alegando aperto, empresários vão pressionar o Governo do Estado para dilatar o prazo de recolhimento de impostos.
* A busca de recursos para a Santa Casa de Porto Alegre é um dos pontos que consegue unanimidade entre a bancada gaúcha no Congresso Nacional.
* Começou ontem a montagem das estruturas da 62ª Feira do Livro na Praça da Alfândega.
* Não querem gastar nem a sola dos sapatos: nos dois últimos meses, as visitas aos shoppings centers caíram 5,9 por cento.
* Uma das melhores definições para 2º turno é esta: a chance do olho no olho.
* A situação do governo do Estado não se altera: conserta goteiras em meio ao temporal.
* Candidatos de memória boa foram os que passaram os três meses de campanha com o mesmo guarda-chuva.
