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Política Parlamentares lançam a Frente em Defesa dos Povos Indígenas

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Dezenas de indígenas fizeram ato em frente ao gramado do Congresso para marcar o início do acampamento Terra Livre. (Foto: Reprodução/TV Globo )

Foi lançada nessa segunda-feira (24), no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar dos Povos Indígenas, composta por deputados e senadores. Também foi realizada uma sessão solene no plenário da Câmara para homenagear a 19ª edição do Acampamento Terra Livre.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou que uma das principais reivindicações é a demarcação de terras.

“Sem demarcação não há democracia. É muito importante que todos entendam que para além da luta pelo nosso território, da luta pelo reconhecimento ao nosso modo de vida a luta também é pela democracia”, disse Guajajara.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já falou que deseja acelerar o processo de demarcação de terras indígenas, mas ainda não há anúncio da primeira demarcação que será realizada pelo governo.

O acampamento Terra Livre acontece em Brasília anualmente desde 2004 e reúne milhares de pessoas. É considerado o evento indígena mais importante do país e é o espaço onde são definidas as pautas proprietárias para os povos indígenas.

Ato no gramado

Todo o grupo com dezenas de indígenas desceu a rampa do Congresso em um ato simbólico. O Acampamento Terra Livre acontece a menos de 2 quilômetros do Congresso, próximo a Esplanada dos Ministérios. Sua primeira edição foi em 2004 e anualmente reúne milhares de pessoas.

Esse é considerado o evento indígena mais importante do País e é o espaço onde são definidas as pautas proprietárias para os povos indígenas. O tema desse ano é “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação, não há democracia!”.

O evento também contou com a participação da presidente de Silke Karine Muotka, Parlamento Sami, povo indígena norueguês, que ocupou um lugar na mesa do Congresso para a sessão solene.

O povo Sami ocupa regiões da Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia. O parlamento Sami foi criado em 1989 e funciona no norte da Noruega, país que também reconhece o povo e a língua Sami como oficiais. “Isso é histórico e pode representar um importante desenvolvimento para o Brasil”, disse em entrevista à TV Globo. “Estou grata de participar desse momento e representar tantos irmãos e irmãs do ártico.”

Ela disse considerar importante a participação política indígena pela primeira vez com representação no Executivo federal. “Eu acho que é importante garantir que os povos indígenas tenham posição ativa nas decisões políticas. E claro os conceitos de consentimento livre, prévio e informado. É muito importante e que os povos indígenas tenham capacidade de participar nesses processos”, afirmou.

Muotka também se reuniu com a ministra Guajajara. “Eu espero que ela tenha um papel em que possa ser ouvida. Eu e ela, nós devemos buscar ser ouvidas”, disse.

Outro convidado para estar à mesa foi o DJ Alok, apoiador das demandas dos povos políticos. “Lembro do ano passado em que eu estive com vocês lá no acampamento e hoje vocês estão aqui”, disse Alok para o grupo durante declaração para a imprensa.

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