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Esporte Parlamentares propõem investigações sobre o presidente da CBF no Congresso

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Essa fritura está organizada principalmente na criação de CPIs

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Essa fritura está organizada principalmente na criação de CPIs. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na figura de deputados e senadores, têm mobilizado o Congresso contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues. O grupo quer tirar proveito do desgaste da imagem de Ednaldo, imerso em suspeitas e acusações, para alcançar também o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, decano da Corte.

Aliado de Ednaldo, Gilmar foi o responsável pela decisão monocrática que reconduziu o presidente da CBF ao comando da instituição após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) ter ordenado o seu afastamento.

O ministro também mantém relações comerciais e pessoais com o presidente da confederação, mas em nenhum momento durante a tramitação do processo se declarou impedido de julgar o caso ou de atuar como relator.

“A gente naturalmente tem essa dúvida (sobre a relação de Ednaldo e Gilmar). Nós queremos saber o que está acontecendo”, disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE),.

Essa fritura está organizada principalmente na criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar a entidade e a realização de audiência pública para que Ednaldo possa prestar esclarecimentos aos parlamentares.

O grupo organiza a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados, sob responsabilidade do deputado Sargento Gonçalves (PL-RN); uma CPI no Senado Federal, sob tutela de Eduardo Girão e uma CPI Mista, com deputados e senadores, organizada por Coronel Meira (PL-PE).

Para abrir uma CPI, é preciso reunir 171 na Câmara, 27 no Senado, e, no caso de uma CPI mista, obter esse mesmo número de apoio por parte de deputados e senadores. O número ainda não foi alcançado em nenhum dos três requerimentos até o fechamento desta reportagem, mas a adesão tem crescido nos últimos dias.

Quem está mais perto de alcançar o número mínimo é Girão. Até a tarde da segunda-feira (12), já havia 17 adesões, mais da metade do necessário, incluindo Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados da CBF na CPI que investigou a entidade, em 2016. Questionado sobre a assinatura, ele disse ter retirado.

O texto apresentado pelo senador Girão mira a relação entre Ednaldo e Gilmar por meio do contrato de cooperação técnica que une o Instituto de Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual o ministro do STF é sócio, e a CBF. A parceria comercial entre as duas instituições faz parte da CBF Academy, que é o braço educacional da Confederação por meio do qual oferta cursos de formação na área do esporte.

“Se Ednaldo não aceitar (o convite da Comissão), a coisa vai ficar mais feia ainda. Mostra o desrespeito pela Casa e que tem coisa escondida”, disse Girão.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Daniel Teixeira/Estadão
“Tais fatos que apontam para interesses privados de alta monta, levantam sérias dúvidas sobre a isenção e a imparcialidade do Ministro na condução do processo que afetava diretamente a permanência de Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF”, argumentou Girão na justificativa para instalação da CPI.

“A proximidade temporal entre a assinatura do contrato e a decisão do STF, que beneficiou o atual mandatário do futebol brasileiro, agrava sobremaneira a suspeita de conflito de interesses e a potencial influência da relação comercial na decisão judicial”, completou.

No Senado, Girão ainda conseguiu emplacar a criação de uma audiência pública na Comissão de Esporte que irá convidar Ednaldo para falar de uma possível “conduta irregular” no comando da CBF e de suposto “conflito de interesses” entre ele e Gilmar.

“A gravidade da situação reside não apenas nas alegações em si, mas também no impacto que elas podem ter sobre a credibilidade da CBF. A entidade, embora de natureza privada, exerce uma função social de extrema relevância para o País”, argumenta Girão.

O acordo que manteve Ednaldo na CBF passa por um questionamento. Uma perícia indica que uma das assinaturas é falsa. A análise é sobre a assinatura de Antônio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, ex-vice-presidente da CBF e que foi presidente interino da entidade em duas ocasiões. A inspeção foi feita pela perita Jacqueline Tirotti, a pedido do vereador do Rio Marcos Dias (Podemos).

Na Câmara, a “bancada da bola” conseguiu frear o ímpeto da oposição. O grupo, capitaneado por José Rocha (União-BA) conseguiu retirar de pauta uma audiência que convidaria Ednaldo e outros envolvidos no caso da suposta falsa assinatura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Jorge Ferreira
15 de maio de 2025 10:24

boca de sapo sempre enrolado na lama

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