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Política Partido de Bolsonaro chama de “incabível” a decisão de Moraes Alexandre de Moraes que negou domiciliar ao ex-presidente

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O ex-presidente foi condenado, em novembro, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. (Foto: Ton Molina/STF)

O Partido Liberal (PL) definiu como “incabível” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que negou a possibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprir pena em regime domiciliar. A sigla também disse estar “inconformada” com a notícia que o ex-mandatário caiu e bateu a cabeça nessa terça-feira (6).

“O Partido Liberal está inconformado com o acidente ocorrido com Jair Bolsonaro na cela da PF e, sendo o maior partido de direita do Brasil, registra a indignação de seus filiados e dá voz a milhões de cidadãos conservadores deste país que estão ao lado de Jair Messias Bolsonaro e sua família”, disse a legenda em nota.

O PL afirmou que a decisão de Moraes mantém “encarcerado” um homem com a saúde “debilitada” sob a “inaceitável justificativa de ameaça a ordem pública”:

“Estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje encontra-se em investigação”.

O ex-presidente foi condenado, em novembro, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Também nesta terça-feira, Moraes alegou que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal (PF) após a queda.

Moraes solicitou a apresentação do laudo médico do atendimento realizado pela PF e a indicação, pela defesa, de quais exames pretende fazer, para avaliar se os procedimentos podem ser feitos na própria superintendência.

Em seguida, a defesa apresentou um pedido médico solicitando a realização de tomografia e ressonância Magnética do crânio e de um eletroencefalograma, exame que analisa a atividade do cérebro.

“Tais exames mostram se essenciais para adequada avaliação neurológica do Peticionário, sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado”, afirmou a equipe jurídica.

Mais cedo, os advogados de Bolsonaro tinham solicitado autorização para que ele fosse levado ao hospital, para a realização de exames clínicos e de imagem.

Em resposta, Moraes citou uma nota divulgada pela PF à imprensa, na qual a corporação afirmou que “constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

“Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, escreveu o ministro.

Moraes ressaltou, contudo, que a defesa “tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, e por isso pediu mais informações.

A informação sobre a queda foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou nas redes sociais que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. As informações são do jornal O Globo.

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