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Brasil Partidos querem fazer oposição longe do PT

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O PT de Haddad não foi convidado para a reunião de partidos da oposição. (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

Partidos que farão oposição ao governo Bolsonaro começam a se reunir esta semana para discutir como atuar. Uma preocupação é tentar se diferenciar do PT. Líderes do PSDB dizem que a estratégia será fazer uma oposição pontual, votando os projetos que o partido considerar importantes para o País, diferentemente do “quanto pior, melhor” defendido pelos petistas. Os tucanos querem evitar interpretações de que agem em bloco com o PT. Hoje haverá na Câmara uma reunião entre os líderes do PCdoB, PDT e PSB. O PT não foi convidado.

Um tucano graúdo diz que o PSDB vai repetir o que fez na época do governo Collor, quando conseguiu se contrapor aos petistas como oposição, “até porque ninguém saberia fazer diferente”. No “quanto pior, melhor” nada do governo é positivo.

Se no Congresso o PSDB será oposição, em São Paulo a história é outra. “Vamos fazer o quê? Nos juntar com os derrotados do PT”, justifica o governador eleito João Doria. O grupo do tucano quer impor sua posição com o lema: manda quem tem voto. José Serra telefonou ontem para Doria desejando boa sorte. Se colocou à disposição para os projetos de interesse de São Paulo no Senado. O senador não se envolveu na eleição para o governo.

Ciro Gomes deseja sorte a Bolsonaro e diz que fará oposição com “decência”

O candidato do PDT derrotado no primeiro turno das eleições, Ciro Gomes, divulgou uma nota na segunda-feira (29) na qual desejou boa sorte ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também postou o texto no Twitter.

Após a derrota no primeiro turno – ele ficou em terceiro lugar com 12% dos votos –. Ciro Gomes viajou para a Europa e voltou na véspera do segundo turno. O partido dele, o PDT, anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT). Ao desembarcar, ele não fez o anúncio de apoio esperado por Haddad, mas pediu voto pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, Ciro disse que cabe a um “democrata verdadeiro” reconhecer o resultado das urnas.

“Para mim, que cultivo a correção de conduta, impõe-se, também, desejar boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro para que ele possa fazer o melhor pela sofrida nação brasileira”, escreveu Ciro.

O candidato derrotado do PDT disse também que fará oposição com “dentro do marco da decência e do espírito público”.

“Essa oposição que nasce, não se confunde com forças que só defendem a democracia ao sabor de seus interesses mesquinhos ou crescentemente inescrupulosos ou mesmo despudoradamente criminosos”, afirmou Ciro.

Ele disse ainda que Bolsonaro tem obrigação de respeitar o “conjunto da nação”, inclusive as minorias e aqueles que forem críticos do governo.

“Que não pense o senhor presidente eleito, nem de longe, em violar o respeito que deve ao conjunto da nação, independentemente de configurarem minorias ou grupos sociais críticos às suas posturas. Só assim merecerá o respeito à autoridade que adquiriu nas eleições”, completou Ciro.

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