Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2020
A covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, já provocou a morte de mais de 300 mil pessoas até essa quinta-feira (14), de acordo com o balanço da universidade americana Johns Hopkins.
Até as 20h30min, foram registradas 301.937 mortes desde a primeira confirmação de coronavírus em dezembro, na China. Além disso, em todo o mundo já são mais de 4,4 milhões de casos confirmados de covid-19.
O aumento em 100 mil mortes acontece apenas duas semanas depois do mundo registrar mais de 200 mil vítimas. Esse número de diagnósticos, contudo, reflete apenas uma fração do número real de contaminações, já que muitos países realizam testes apenas em pessoas hospitalizadas.
Sem vacina ou remédio, o vírus que surgiu no fim de 2019 na cidade de Wuhan, na região central da China, já infectou mais de 4,4 milhões de pessoas.
Lideram a lista com o maior número de mortes provocadas pelos novo coronavírus: Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França, Espanha e Brasil.
Na quarta-feira (13), o Brasil ultrapassou a França em número de infectados pelo novo coronavírus e se tornou o 6º país do mundo com mais casos da doença. Os dez países com mais casos são: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Espanha, Itália, Brasil, França, Alemanha, Turquia e Irã.
Subnotificação
O balanço oficial fornecido pelos governos, que é utilizado pela universidade para montar esse ranking, no entanto, não reflete o real número de infectados pelo novo vírus. Como não há testagem em massa na maior parte dos países, como acontece na Alemanha e na Coreia do Sul, não há como saber exatamente quantas pessoas foram atingidas.
O Brasil realizou pouco mais de 482 mil exames, dos quais mais de 145 mil ainda aguardam resultado. Como esse número de testes é relativamente baixo e a prioridade é para os pacientes graves, aqueles que precisam ser hospitalizados, o número de subnotificações é elevado.
Cientistas brasileiros estimam que o número real de casos de coronavírus no País já estava em 1,6 milhão na semana passada. Para indicar as subnotificações, cientistas analisaram os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e registros dos órgãos regionais.
O crescimento de quase 10 vezes o número de internações e de 1.035% de mortes por síndromes respiratórias são evidências da subnotificação de mortes e casos graves de covid-19 no País.
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