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Acontece O importante é pensar grande e deixar um legado à cidade, aponta Paulo Afonso Pereira em balanço de gestão da Associação Comercial de Porto Alegre

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Paulo Afonso Pereira, presidente da ACPA. (Foto: Luis Ventura)

Restando oito meses para o final de sua segunda gestão à frente da ACPA (Associação Comercial de Porto Alegre), Paulo Afonso Pereira se diz satisfeito com a trajetória até aqui traçada, ao assumir, há três anos e meio, a presidência da entidade, não mais vinculada à Federasul. Segundo ele, para o enfrentamento de qualquer desafio, o primeiro e mais importante passo é o querer. “Eu quis, lutei por isso, pela reconstrução de uma entidade que passasse a ter protagonismo no cenário local”.

Com 900 associados e um projeto administrativo centrado na busca de receitas com eficiência, passando pelo aluguel de salas e promoção de eventos em sua sede, a Associação, hoje, é superavitária, “fruto da boa gestão”, como salienta o presidente, com satisfação.

Com perfil inquieto e disposto a obter resultados, Paulo Afonso Pereira exibe agenda cheia, com reuniões e debates na busca de alternativas para tornar a cidade mais amigável ao empreendedorismo, com reflexos em seu desenvolvimento econômico e social. Uma das bandeiras da ACPA é contribuir para tirar o projeto do Cais Mauá do papel, mobilizando setores público e privado, visando a liberação de licenciamentos e entraves burocráticos que não estão permitindo a realização do projeto, que permeia os sonhos dos investidores e cidadãos, que há cerca de 30 anos aguardam pela repaginação do local. Paulo Afonso reitera o chamamento que a entidade faz no momento junto aos envolvidos neste, bem como em outros projetos, refletidos em obras paradas na Capital. “Queremos diálogo e entendimento destes processos”.

A necessidade de um centro de eventos que atenda aos anseios da comunidade empresarial é outra discussão que amplia a voz da ACPA. A ideia do centro de eventos, como aponta Paulo Afonso, passa por potencializar o perfil da cidade, com foco no turismo “para fortalecer a economia, colocando Porto Alegre no centro do mundo de negócios, pulverizando eventos com tecnologia, já que Porto Alegre é um corredor de passagem entre outras localidades e importantes mercados”. Segundo o presidente, falta visão, vontade política e desburocratização para a concretização desta iniciativa, que já se depara com seu quinto edital. As primeiras dificuldades passaram pela escolha de um local, próximo à saída da Capital pela Free Way, não mais disponibilizado pela Prefeitura, além da ausência de projetos. “Na visão da Associação Comercial de Porto Alegre, a melhor área para um centro de eventos seria no próprio Cais Mauá. O local está pronto, com total infraestrutura em seu entorno”. Uma das opções é a revisão do projeto, via PPPs (Parcerias Público Privadas).

“Pensar grande”

Na visão de Paulo Afonso, o importante “é pensar grande e deixar um legado à cidade”, por isso, a entidade também abraça outro tema relevante no contexto local, atrelado à Estação Rodoviária de Porto Alegre. O poder público visa abrir edital para nova concessão até mesmo em outro local, mas o presidente da ACPA defende a necessidade de um estudo técnico para averiguar a modelagem e a viabilidade da Rodoviária, “com visão ampliada que aponte o que se quer e o melhor para a cidade. O ideal seria a contratação de uma consultoria para realizar este estudo técnico e de mobilidade da Estação Rodoviária”, atendendo aos anseios da comunidade. “A cidade tem que pensar maior”.

No momento, os olhares da entidade também se voltam para o Mercado Público, buscando respostas para o fechamento ainda do seu segundo andar, há seis anos inoperante, desde o incêndio que destruiu suas instalações. Nos planos mais imediatos, o turismo ganha representatividade através da união de forças junto a outros setores e instituições, entre elas o Convention Porto Alegre Bureau, visando ações para tornar a cidade mais atraente. Outro esforço da entidade passa pelo diálogo com a Câmara de Vereadores para a votação do projeto que tramita na casa, prevendo alocação de recursos pelo Banco Mundial, na ordem de 30 milhões de reais, para alavancar o desenvolvimento da região do 4º Distrito, zona norte da Capital.

No seu cotidiano, a ACPA abraça a discussão de temas amplos, de interesse tanto dos associados como dos setores público, privado e comunidade. A nova planta do IPTU, geração de energia, calçamentos, gestão, justiça, empreendedorismo e desenvolvimento são apenas alguns que encabeçam a agenda da entidade, sob o guarda-chuva de eventos como o Bom Dia Associado, criado há 19 anos, aliado a projetos da atual gestão, como o Fala Empresário e o Menu POA, entre outros. O Menu POA, por exemplo, nos últimos 10 meses, já recebeu um público na ordem de 6 mil pessoas, o que traduz o protagonismo da Associação. O presidente salienta que a ACPA passa a oferecer e a discutir o que é importante para a cidade. Paulo Afonso Pereira finaliza, com um argumento que vem marcando sua gestão: “Porto Alegre é como uma mulher bonita, mas falta maquiagem”. (Clarisse Ledur)

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