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Economia Paulo Guedes cancela participação em evento após debandada da equipe econômica

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O ministro sustentou que a PEC traz previsibilidade para o planejamento orçamentário nos próximos 20 anos. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou de última hora a participação em um evento na noite desta quinta-feira (21), pouco após secretários de sua equipe anunciarem os pedidos de demissão , em uma nova debandada na pasta.

Guedes falaria às 19h em evento virtual da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e, até cerca de uma hora antes, o perfil oficial da CBIC confirmava a presença do ministro.

Simultaneamente, as quatro saídas no Ministério da Economia — as do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, foram as mais sentidas — ocorreram e fizeram o ministro se ausentar.

O site do ministério, entretanto, não confirma que esse tenha sido o motivo para o desmarque de última hora, que foi oficializado.

Além de Funchal e Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos.

Todos alegaram razões pessoais, e não há nenhuma menção oficial ao real motivo das saídas, segundo fontes do Palácio do Planalto, que é o plano de Auxílio Brasil de R$ 400 que vai ferir o teto de gastos e gera crise interna e externa, com técnicos da Economia e investidores incomodados.

Guedes fica

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que o ministro Paulo Guedes continua no governo e a prioridade agora é dar continuidade à agenda de reformas no Congresso.

“Defendemos as reformas que estão andando no Congresso Nacional, esse é o objetivo”, afirmou Bolsonaro à emissora.

O presidente confirmou ainda a criação de um “socorro” aos caminhoneiros, anunciado na manhã desta quinta em evento no Nordeste. Segundo ele, o auxílio seria importante em um momento de crise, atribuida por ele à pandemia da covid-19.

Bolsonaro teria falado novamente do impacto da crise financeira global no País e que o impacto seria pior se não houvesse o socorro pelo governo federal aos caminhoneiros.

Diante das inseguranças no mercado e no Congresso sobre furar o teto de gastos com o novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil, no valor de R$ 400, o presidente voltou a falar que “nada está sendo feito fora do teto de gastos”, e reiterou que todos os passos são dados com responsabilidade.

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