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Política Paulo Pimenta é o sétimo ministro trocado por Lula; relembre outros

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Deputado Paulo Pimenta (PT-RS) deve assumir nesta segunda-feira a liderança do governo Lula na Câmara Federal. (Foto: Agência Brasil)

O publicitário Sidônio Palmeira, que comandou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, será o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), entrando no lugar de Paulo Pimenta (PT). A troca no alto escalão do governo federal é a sétima mudança desde o início do terceiro mandato do petista.

Silvio Almeida foi demitido do Ministério dos Direitos Humanos em setembro do ano passado após acusações de supostos casos de assédio sexual. A exoneração de Almeida e a do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Marco Edson Gonçalves Dias, em abril de 2023, foram motivadas por denúncias. Outros três integrantes da Esplanada caíram devido à costura de apoios políticos entre o presidente e partidos do Centrão.

Já Flávio Dino deixou o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), e, no lugar dele, assumiu o ministro aposentado da Corte Ricardo Lewandowski.

— Relembre outras trocas:

* Abril de 2023

No dia 19 de abril de 2023, Gonçalves Dias deixou o GSI após a divulgação de uma gravação do circuito interno de TV do Palácio do Planalto mostrá-lo em uma postura passiva diante dos golpistas do 8 de Janeiro. Após o início da crise, membros do governo aconselharam o então ministro a pedir demissão, o que foi feito por ele. A solicitação de exoneração foi prontamente aceita por Lula.

Com a queda de G. Dias, o GSI foi chefiado interinamente por Ricardo Cappelli por um mês. Desde maio de 2023, o chefe da pasta é o general Marcos Amaro dos Santos.

* Julho de 2023

Em 14 de julho de 2023, Lula fez a primeira mudança na Esplanada com o intuito de agradar o Centrão e angariar apoio no Congresso. O petista trocou a ex-ministra do Turismo Daniela Carneiro, colocando o deputado federal Celso Sabino (União-PA) no lugar. A troca foi feita para acomodar os interesses do União Brasil, que se sentia subvalorizado pelo Executivo.

* Setembro de 2023

Dois meses depois da troca no Turismo, no feriado de 7 de Setembro, a então ministra dos Esportes Ana Moser foi exonerada por Lula em uma minirreforma ministerial que buscou trazer o PP e o Republicanos para a base do governo. Sem histórico político, Moser foi trocada pelo deputado federal André Fufuca (PP-MA), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

* Setembro de 2023

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, deixou o ministério dos Portos e Aeroportos para acomodar um representante do Centrão na Esplanada dos Ministérios. Ele foi substituído por Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), deputado do Centrão.

Em troca, ele assumiu, em dezembro de 2023, a nova pasta criada pelo presidente Lula. Com a criação da pasta, o governo Lula passou a ter 38 ministérios, um a menos que o recorde do governo Dilma Rousseff, que contou com 39.

* Janeiro de 2024

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública em decreto presidencial publicado em edição extra do Diário Oficial da União no dia 22 de janeiro.

Lewandowski assumiu o posto após Flávio Dino ser indicado ao Supremo. A relação do presidente com o ministro aposentado da Suprema Corte é de confiança pessoal. Lewandowski chegou ao STF em 2006, indicado por Lula com apoio da então primeira-dama Marisa Letícia.

Ele foi um dos principais interlocutores de Lula no Judiciário até 2023, quando completou 75 anos e precisou se aposentar. Em 2016, como presidente do STF, ele presidiu também o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. O processo depôs a petista, mas não a deixou inelegível.

* Setembro de 2024

Silvio Almeida foi demitido um dia após a ONG Me Too afirmar, em nota, que ele foi denunciado por assédio sexual por pessoas ligadas ao governo federal. A organização omitiu o nome das denunciantes sob o argumento de que era preciso protegê-las, mas assegurou ter o consentimento das vítimas para expor o assunto. De acordo com o portal Metrópoles, uma das vítimas seria Anielle Franco.

Lula decidiu exonerar Almeida para estancar a crise deflagrada pelas denúncias. Para o lugar dele, o presidente escolheu a deputada estadual licenciada do PT de Minas Gerais Macaé Evaristo para a pasta.

Mineira de São Gonçalo do Pará, no centro-oeste do Estado, Macaé tem 59 anos, é formada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Macaé é ré na Justiça de Minas Gerais sob a acusação de superfaturamento na compra de kits de uniformes escolares quando ela era secretária de Educação de Belo Horizonte em 2011, no governo do ex-prefeito Márcio Lacerda, então no PSB. (Estadão Conteúdo)

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