Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2015
O pavilhão da Agricultura Familiar na 38ª Expointer é um dos mais visitados durante a feira. Tanto pela comercialização, quanto pelo interesse do público pela vitrine exposta. Ao todo, são 239 expositores, vindos de diversas regiões do Rio Grande do Sul, principalmente do interior. Uma das entidades que organiza e auxilia as agroindústrias familiares na feira, é a Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul), que participa do evento desde 1999. Este ano, 70 expositores integrantes da Federação estão expondo.
Um dos objetivos da Fetraf é viabilizar o trabalho e a cultura local dessas agroindústrias expositoras. Por este motivo, é oferecido todo o auxílio necessário para que as famílias participem da Expointer. O suporte é realizado através da logística, hospedagem, vestimenta e orientação a partir de uma equipe que trabalha até o último dia da feira. Segundo a assessora de relações públicas imprensa da Federação, Fabiane Altíssimo, a Fetraf já participa do 17º pavilhão. “A Federação existe desde a época em que as agroindústrias familiares não eram conhecidas e nem reconhecidas”, afirma após contar que nos primeiros anos, o pavilhão era sustentado por uma lona. “Então a vitrine que é a Expointer, é no que a entidade acredita e fomenta no dia-a-dia através de suas lutas”, acrescenta Fabiane.
Duas integrantes de uma agroindústria familiar, Adriana Longo e Alexandra Longo, participam pela primeira vez da Expointer através da Fetraf. As duas estão oferecendo em seu comércio bolachas, cucas, pães e salgadinhos produzidos com matéria-prima da propriedade delas, localizada em Viadutos (RS). Conforme Adriana Longo, as duas irmãs prepararam os produtos em exposição em duas semanas. “Nós duas estamos adorando trabalhar na Expointer. graças à Federação, conseguimos o estande, o alojamento e também o deslocamento até o Parque Assis Brasil”, disse Adriana.
Além dos produtos vendidos pelas irmãs, também é possível encontrar outros do setor alimentício como os coloniais, laticínios, embutidos, geleias e sucos vendidos pelo produtor Natan Paulo Gevinski, de Erechim, que está na companhia de mais três amigos. Há 12 anos ele expõe no evento e diz gostar do contato com novos visitantes. “Me sinto motivo pelo trabalho que eu faço, os clientes elogiam, isso é muito bom”, destaca Natan. O artesanato local também é muito requisitado pelos visitantes, o que faz com que Inês Machado, de Caçapava do Sul exponha todo ano. Ela trabalha com a lã crua da ovelha, fazendo trabalhos manuais de confecção de roupas e artigos de decoração. “É um ambiente para criar novas amizades e ampliar os negócios”, conclui.
Os comentários estão desativados.