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Política PDT decide vitória do governo na PEC dos Precatórios, vira alvo da esquerda e gera bate-boca

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Esse tipo de monitoramento é o defendido por senadores para aprovar a PEC dos Precatórios. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Decisivo para a vitória do governo na madrugada desta quinta-feira (4), na votação da PEC dos Precatórios, o PDT, de Ciro Gomes, contribuiu com 15 fundamentais votos a favor do Palácio do Planalto. Apenas seis parlamentares da legenda apertaram o “não” à emenda constitucional.

O texto principal da PEC foi aprovado em primeiro turno com 312 votos a favor, apenas quatro a mais que o mínimo necessário, que são 308 adesões.

O partido foi convencido durante o final da tarde de quarta (3) a votar a favor e pesou um acordo feito com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que irá colocar para votar um projeto de lei que destina aos professores 60% do que a categoria tem direito dessas dívidas, mas que será escalonada em três anos.

Após a votação, dois parlamentares do PDT bateram boca na saída do plenário, cena testemunhada pelo EXTRA. Paulo Ramos (RJ), que foi contrário à PEC, saiu gritando com André Figueiredo (CE), ex-líder do partido, que votou a favor da PEC.

— Que vergonha — gritava Ramos para Figueiredo.

— Ah, tá certo. Você que é puxadinho da esquerda — rebateu Figueiredo.

— Quero ver agora o Ciro Gomes defender isso (a aprovação da PEC) na campanha, no palanque — afirmou Ramos.

O papel crucial do PDT na vitória do governo foi alvo de ataques da esquerda. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), logo após conhecido o resultado, foi para as redes sociais e lamentou a posição do partido fundado por Leonel Brizola.

Em reação, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, suspendeu a candidatura em repúdio à posição dos membros do partido e publicou uma nota no Twitter.

“Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas. Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional”, disse o político em um trecho do posicionamento.

Oposição

“Vitória de Pirro. É assim o resultado da vitória do governo na PEC do Calote, por apenas 4 (votos). E só ganharam porque meus amigos do PDT votaram com Bolsonaro”, provocou a deputada comunista nas redes.

O PDT não foi o único partido da oposição a votar a favor do PEC. No PSB foram 21 votos contra a emenda e 10 a favor do texto.

Nas redes, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, um dos principais articuladores do governo nessa votação, comemorou a aprovação da PEC em primeiro turno, com ataques ao PT.

“Nunca pensei que chegaria o dia em que veria o PT votar contra um auxílio aos 20 milhões brasileiros vítimas da fome. Vergonha alheia”, postou Nogueira

Arthur Lira, após a votação, comemorou o resultado e afirmou que o placar apertado “é do jogo”. Antes da votação do mérito, foram dois placares de 307 votos contrários a retirada da proposta.

“Tivemos importantes 25 votos da oposição e o líder do PDT (Wolney Queiroz) participou de um acordo com os professores do Nordeste. Houve muita pressão de governadores nos Estados, mas os deputados se mantiveram firmes e votaram a favor”, disse Lira.

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Adroaldo Mousquer
5 de novembro de 2021 13:30

Que pena. Uma história de honestidade e coerência trocada por verbas. Brizola nem se vira mais no túmulo. Quem votar nos deputados do PDT estará votando no Bolsonaro

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