Terça-feira, 03 de março de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2026
Um dia após o fim da concessão de parte da BR-116 e da BR-392 à empresa Ecovias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assume a partir desta quarta-feira (4) a gestão de 457 quilômetros das duas rodovias federais no Rio Grande do Sul. A medida inclui a desativação de cinco praças de pedágio nos trechos de Camaquã a Jaguarão e de Santana da Boa Vista a Rio Grande.
As tarifas anteriormente cobradas pela empresa (que assumiu o negócio em 1998) chegavam a quase R$ 20. Já a gratuidade agora vigente é por tempo indeterminado, enquanto a autarquia (vinculada ao governo federal) continuar responsável pela administração de ambos os segmentos de estradas na região Sul do Estado.
Ao todo foram firmados cinco contratos, sendo quatro para a manutenção e um para a gestão patrimonial. Dentre os principais serviços incluídos estão as ações de manutenção/conservação de pavimento, limpeza, roçada e recuperação da sinalização, por meio de empresas terceirizadas. O investimento previsto é de superior a R$ 211 milhões ao longo de dois anos.
O que muda
Em meio ao impacto positivo da abolição da cobrança de pedágio, há alguns “poréns” aos quais é necessário estar atento. Isso porque o Dnit não disponibiliza todos os serviços antes oferecidos pela Ecovias.
Se um veículo “quebrar” durante o trajeto por tais segmentos da BR-116 e BR-292, o condutor terá que chamar um guincho particular. Também não é mais prestado atendimento médico de emergência: o envio de ambulâncias, por exemplo, está a cargo de prefeituras, Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
(Marcello Campos)
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