Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2015
A retomada das ruas pelos movimentos sociais de oposição ao governo Dilma Rousseff, sob a bandeira do impeachment, foi articulada às pressas para acontecer neste domingo. As lideranças foram pegas de surpresa pela decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 deste mês, de aceitar o pedido de impedimento contra a petista.
“A gente não estava esperando por esta notícia e tivemos de nos reprogramar totalmente. Estamos fazendo o possível”, disse Rogério Chequer, do grupo Vem Pra Rua Brasil, que trata o ato deste domingo como “esquenta” para eventos maiores. Além de São Paulo, onde a manifestação está marcada para as 13h na avenida Paulista, estão previstos atos em 24 capitais e outras 46 cidades do País.
Do poder de mobilização das ruas, o Planalto pretende tirar a temperatura para definir se trabalha para acelerar ou retardar o rito do pedido de impeachment. O núcleo mais próximo da presidenta avalia contar com votos suficientes para arquivar o pedido de afastamento e quer um desfecho do processo antes de março, na expectativa de que as festas de fim de ano e as férias de verão esvaziem esses movimentos.
Caso os grupos anti-Dilma consigam levar para as ruas um número de manifestantes semelhante ao dos protestos do início do ano, quando milhares de pessoas participaram, a estratégia do governo muda, e o Planalto trabalhará para agilizar a tramitação do impeachment sob pena de as mobilizações crescerem ainda mais.
A oposição e o presidente da Câmara, no entanto, trabalham com o diagnóstico de que em março haverá uma deterioração do quadro econômico, o que impulsionaria nova onda de protestos. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.