Sexta-feira, 16 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2022
Amber Heard acusou Johnny Depp de agressão sexual durante as alegações iniciais do julgamento, em que ela responde por difamação, nesta terça-feira (12), marcando a primeira vez que a atriz apresenta tal alegação contra o ex-marido.
A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, apresentou a acusação no Tribunal de Justiça do Condado de Fairfax, na Virgínia (EUA), onde os representantes de Depp chamaram sua ex de “uma pessoa profundamente problemática”.
Segundo Bredehoft, o abuso sexual teria acontecido enquanto Heard estivesse desacordada, informou o portal “The Intependent”. De acordo com o “Yahoo”, a equipe jurídica da atriz alegou que ela teria sido abusada sexualmente em mais de uma ocasião. Bredehoft disse que uma situação teria durado três dias na Austrália em março de 2015, enquanto outra teria acontecido nas Bahamas em dezembro daquele mesmo ano.
A atriz vai testemunhar sobre o “abuso sexual verbal, emocional e físico” que ela supostamente sofreu durante o julgamento, que deve durar seis semanas. Depp apresenta uma versão diferente sobre o histórico de violência apresentado pela ex-mulher.
As acusações de violência doméstica que Heard fez contra Depp tiveram um efeito “devastador” na carreira do ator americano, afirmou nesta terça seu advogado.
“Este caso demonstra como as palavras podem ser devastadoras quando são falsas e ditas em público”, disse o advogado do ator, Benjamin Chew, na abertura do processo. “Amber Heard mudou para sempre a vida e a reputação de Depp e vocês o ouvirão contar o terrível impacto que isso teve em sua vida”, continuou, dirigindo-se ao júri.
Segundo Chew, Heard acusou seu marido de violência em 2016 para se vingar dele ter pedido o divórcio. Dois anos depois, na esteira do “movimento MeToo” e “pouco antes da estreia do filme Aquaman”, do qual participou, a atriz “escolheu lembrar o mundo dessas acusações venenosas em um jornal conhecido mundialmente”, apontou.