Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 16 de novembro de 2015
Os economistas do mercado financeiro passaram a prever que a inflação oficial do País será de dois dígitos neste ano, ou seja, superará a barreira dos 10%. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira (16) pelo BC (Banco Central) por meio do Boletim Focus. Para 2015, a expectativa é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche o ano em 10,04%. Na semana anterior, a taxa esperada era de 9,99%.
Se confirmada, a previsão representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002, quando ficou em 12,53%. Para 2016, os economistas elevaram sua expectativa de inflação de 6,47% para 6,50%. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central de inflação para 2015 e 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A inflação não supera o teto da meta desde 2003.
PIB e Selic
Para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, o mercado financeiro manteve a estimativa de retração de 3,10%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990, quando foi registrada uma queda de 4,35%. Para 2016, os economistas das instituições financeiras aumentaram de 1,90% para 2% a expectativa de contração na economia do País. Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o País registra dois anos seguidos de contração na economia.
Além disso, após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% ao ano em outubro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa permaneceu em 13,25% ao ano – o que pressupõe redução da taxa Selic ao longo do ano que vem. (AG)
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