Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2018
O FMI (Fundo Monetário internacional) nomeou como economista-chefe a professora de Harvard Gita Gopinath, que será a primeira mulher a ocupar este cargo no organismo internacional. Ela substituirá Maurice Obstfeld, que, em julho, anunciou que se aposentaria no fim deste ano. O anúncio ocorre em um momento em que o Fundo enfrenta problemas como o aumento do protecionismo em todo o mundo e o impacto do uso da tecnologia sobre o emprego.
“Gita é uma das economistas de maior destaque no mundo, com credenciais acadêmicas impecáveis, um histórico comprovado de liderança intelectual e uma ampla experiência internacional”, disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado.
Gopinath é professora do Instituto John Zwaanstra de Estudos Internacionais e Economia na Universidade de Harvard. Ela também exerce o cargo de coeditora da revista Revisão Econômica Americana (American Economic Review) e de codiretora do Programa de Finanças Internacionais e Macroeconomia da Secretaria Nacional de Pesquisa Econômica.
Além disso, é coeditora do atual Manual da Economia Internacional junto com o ex-economista-chefe do Fundo Kenneth Rogoff. Escreveu também cerca de 40 artigos de pesquisa sobre tipos de câmbio, comércio e investimento; crises financeiras internacionais; política monetária, dívida e crise de mercados emergentes. Gita Gopinath nasceu e cresceu na Índia e, agora, é cidadã americana. Concluiu o Doutorado em Economia pela Universidade de Princeton em 2001.
Argentina
O grupo das 7 maiores economias do mundo (G7) expressou nesta terça-feira (2) seu apoio aos cortes que o governo argentino de Mauricio Macri introduziu em sua política econômica e a renegociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional.
“Celebramos o compromisso das autoridades argentinas de implementar políticas macroeconômicas e uma agenda de reformas para estabilizar a economia e promover o crescimento, que se refletem no recente acordo que está sendo considerado pelo conselho executivo do FMI”, diz o comunicado do grupo formado por Alemanha, Canadá, EUA, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão.
O acerto entre Fundo Monetário Internacional e Buenos Aires já era o maior resgate financeiro da história da instituição com seu primeiro valor, de US$ 50 bilhões, e foi aumentado para US$ 57,1 bilhões. A expectativa é que com ele os credores internacionais acreditem na capacidade da Argentina de pagar suas contas.
Nos últimos dias o peso argentino caiu mais uma vez depois que a Casa Rosada chegou a um novo acordo de empréstimo com o Fundo Monetário Internacional.
O governo de Mauricio Macri se encontra em uma crise cambial sem precedentes e enfrentou na semana passada a quarta greve geral do seu mandato.
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