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Colunistas Pelo fim do fundo partidário

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Dinheiro subtraído do povo é usado para bancar mordomias. (Foto: PF/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Sabemos das dificuldades e burocracias enfrentadas por todos que um dia resolvem empreender no Brasil, somadas a um dos pontos cruciais para abrir um negócio, que é o recurso financeiro.

Normalmente, quando buscamos abrir uma empresa, somos obrigados a ter capital para investir, e para isso, o primeiro passo é você acreditar no potencial da sua ideia para captar recursos de terceiros ou para você mesmo aportar a quantia necessária.

Incrivelmente existe um ótimo negócio, e sem riscos, que algumas pessoas têm buscado, que é se servir da política.

Basta aprovar leis de captação de recursos, vindos dos nossos impostos, que, como em um passe de mágica, o dinheiro estará lá, beneficiando uma parcela irrisória da população. Esses montantes poderiam deixar de ser pagos por cada um de nós ou ser investidos em áreas básicas como segurança, saúde e educação. Mas, em vez disso, o dinheiro subtraído do povo é usado para bancar mordomias de políticos que, na grande maioria das vezes, não propõem nada que beneficie a sociedade. Muitos desses cidadãos, “donos do poder”, fazem de tudo para bloquear e impedir que a nossa sociedade prospere, impedindo e amarrando, principalmente, os empreendedores.

O que estamos vendo, dia após dia, são políticos aprovando valores astronômicos sem que tenham uma ideia concreta ou o que oferecer para a população.

Para que se tenha uma ideia, o orçamento do fundo partidário para 2018 está em quase 900 milhões de reais, dinheiro retirado de outras áreas, incluindo a segurança. Em relação a esta, dos 500 milhões do orçamento reservado para 2017 para treinamento e equipamento para as polícias, sobraram somente 170 milhões para 2018.

Claro que existem pessoas boas e bem-intencionadas nessa triste realidade, mas, para mudar uma cultura enraizada, leva-se muito tempo.

Será que não está na hora de a política entrar no mesmo circuito de quem quer empreender?

Fabio Steren (Consultor em segurança, empresário e associado do IEE)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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