Sábado, 04 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Ali Klemt Perdeu os filhos porque é “p***”

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Freepik)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Se você é mulher (ou ama ao menos uma!) não pode admitir isso! Nesta semana, encaramos uma das realidades mais duras que eu jamais imaginei ver na sociedade: uma mãe em luto, que teve os dois filhos assassinados pelo próprio pai, sendo julgada como prostituta por tê-lo traído – e, ao fim e ao cabo, gerado a morte dos próprios rebentos. Inacreditável. Um tribunal medieval estabelecido em pleno século XXI.

Se antes caçavam bruxas (que nada mais eram que mulheres diferentes), hoje, a sociedade segue jogando a responsabilidade na mulher que não anda na linha. No caso, estamos falando da linha tênue da moral social.

“Puta”, “vagabunda”, “rameira”. Apenas alguns dos xingamentos que recaíram sobre Sara, a mãe dos filhos do secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara , que estava viajando com o amante quando o seu marido resolveu se vingar da forma mais sórdida possível: matando os próprios filhos para puni-la pelo resto da vida infeliz, incompleta e dolorosa que lhe restará.

Ele, um assassino egoísta e desequilibrado, em um ato que vai contra qualquer instinto, deu um tiro em cada filho. Matou ambos. Um pai. Aquele que deve ser o Porto Seguro dos filhos. Aquele que deve lhes segurar a mão diante do medo. Aquele que é o super herói das suas vidas. Esse mesmo homem (homem???) executou os seus “pequenos”.

Ela, uma mãe adúltera. Sabe-se lá porque. Pode ser porque sofresse em silêncio em casa. Pode ser porque era safada mesmo e gostava de fazer sexo com outros homens. Pode ser porque era infeliz no casamento e tinha medo de sair da relação. Sinceramente? O motivo não me importa. Sabe por que? Porque não dá diferença alguma.

NADA NADA NADA justifica o ato de Thales, o assassino dos próprios filhos. Absolutamente nada. E eu gritarei, em nome de todas as mulheres que sofrem até diante da maior tragédia que pode recair sobre elas. Eu não admito que tentem inverter a culpa. Não admito.

Existe dor maior do que enterrar um filho?

Existe algo mais desumano do que enterrar dois?

Isso não é só machismo, mas, sim, uma inversão moral brutal. Traição pode ser falha moral. Porém, não se esqueça: homicídio é crime hediondo. E com requintes de crueldade, a meu ver, quando se trata de filicídio.

Adultos são responsáveis pelas próprias escolhas. Nenhuma mulher é responsável pelo descontrole emocional de um homem. Mesmo assim, o roteiro se repete: quando ele mata por “ciúme”, chamam de crime passional. Quando ela trai, chamam de causa.

Que fique bem claro: não foi culpa dela. Foi escolha dele.

E, assim, chego a outra conclusão inevitável: o quanto nos enganaram, por séculos, dizendo que somos “sexo frágil”. Que absurdo! Quantas mulheres foram abandonadas, traídas, desconsideradas. E carregaram os seus filhos, criaram-nos, seguiram em frente. Controlaram os seus impulsos mais profundos. Sobreviveram, apesar do “não”.

E transformar crianças em instrumento de vingança não é dor — é covardia. E tem nome e sobrenome: violência vicária. Porque, acredite, acontece muito mais do que imaginamos.

Ela, perdeu o que mais amava. Será julgada por essa gente doente que confunde debate sobre valores morais com a certeza da maldade enraizada.

Ele, o assassino covarde, jamais será julgado pelo Tribunal dos homens. Afinal, ele tirou a própria vida, depois de cometer essa barbárie. Me consola apenas saber que ele será, sim, condenado no tribunal de Deus.

Instagram: @ali.klemt

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ali Klemt

Para Lula, “auxiliar” não pode contaminar o patrão
Motta adora usar jatinho da FAB por nossa conta
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Luka Romano
16 de fevereiro de 2026 21:53

Eles já estavam oficialmente separados desde o fim do ano passado.
Então, por que chamar uma mulher que já estava separada do marido e seguindo com sua vida de “adúltera”?
Inclusive, o motivo da separação foi ela ter descoberto uma das inumeras traições dele, que já eram notórias na cidade, principalmente entre as moças “do job” com as quais ele cometia essas traições.

Vitor
15 de fevereiro de 2026 13:05

Não vai aparecer aqui o Venderei Stefani pra criticar acAli no País das Maravilhas ‘? 😡

JORGE SOUZA
15 de fevereiro de 2026 12:53

SIM ELE É ASSASSINO, COVARDE E TUDO MAIS, MAS TODA PESSOA QUE TRAI TEM UM POUCO DE CULPA PELA REAÇÃO DO TRAIDO

Renao Guariglia da Silva
22 de fevereiro de 2026 14:08
Responder para  JORGE SOUZA

Como assim? A reação desequilibrada de uma pessoa não pode ser justificada por absolutamente nada, além da sua própria responsabilidade por seu atos, nesse caso, covardes e vis. E ao fim e ao cabo, quem traia era ele, e não ela!

Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x