Natural de Palmeira das Missões, o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, desde a infância esteve ligado aos temas do campo. Junto à família, proprietária de uma área rural na região, desde cedo passou a desenvolver a produção de grãos e a lidar com a pecuária. Foi em Porto Alegre que completou seus estudos a partir do nível médio. A opção seguinte foi pela faculdade de veterinária, numa reiteração de sua preferência pela àrea.
Com duas representações na Farsul pelos campos que detinha nas regiões de Santo Augusto e Ijuí, foi pegando gosto pelas ações da entidade, ingressando em seu conselho fiscal, passando depois a diretor financeiro, por seis anos, até chegar a presidência, onde se manteve desde 1997. Em 2015, ele venceu mais uma eleição para presidência da entidade, para o triênio 2016/2017/2018.
Foi o vencimento das etapas e demandas da entidade que, segundo ele, oportunizaram sua permanência este tempo todo à frente do Sistema Farsul. São muitos os exemplos, entre eles, o redesenho na implantação do Senar-RS, além da defesa do uso da biotecnologia, que há uma década vem mudando o perfil das lavouras gaúchas, já com a utilização da transgenia em 95% das áreas cultivadas do Estado, “um trabalho que colocou os holofotes no RS”, com reflexos na evolução da agricultura brasileira. Sperotto apontou em uma de suas entrevistas ao jornal O Sul, em 2015, a importância também do relacionamento do Sistema Farsul com as federações co-irmãs de outros segmentos que integram a economia gaúcha, “numa verdadeira sintonia, pois pensamos juntos nos problemas do Estado relacionados a cadeia da indústria e do comércio”.
A Farsul e seu papel na defesa do agronegócio
O Sistema Farsul assume cada vez mais um importante papel no cenário produtivo do Estado, aproximando e contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio e da agricultura, embasando sua atuação em três pilares. O primeiro ganha ênfase através da própria Farsul, uma das entidades mais antigas do sistema patronal brasileiro, em atividade há 90 anos, abrigando sindicatos espalhados pelas principais regiões. Por extensão de base, a Farsul também marca presença em municípios com ausência de sindicatos, porém com produtores afiliados diretamente à Federação, o que garante sua presença em todo o RS, dando voz à categoria.
Outro pilar é o Senar-RS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) que traduz a relevância da entidade como disseminadora de conhecimento ao produtor rural, através de treinamento, levando informação, avanços tecnológicos e todo o tipo de auxílio, alavancando a competitividade do setor.
Numa outra ponta está a Casa Rural, “um centro do agronegócio”, como atestou Sperotto em uma de suas entrevistas ao jornal O Sul em 2016. “A proposta é oportunizar compra e venda do agronegócio, atuando como aproximadora das partes na busca de melhores resultados. A Casa Rural só intermedia. Não compra, não vende, não transporta, não armazena e nem avaliza, portanto, é totalmente isenta”. Além da atenção dada a estes segmentos que dão representatividade ao Sistema Farsul, o peso da entidade está na “política de resultados”, pois como definia Sperotto, o relevante neste contexto não é o destaque da entidade, mas os resultados que obtém em negociações que beneficiam o Estado e o País. Parceria com outras entidades também ganha consistência no cotidiano da entidade, além de eventos e a expressiva presença na Expointer com representação das três casas que compõe o Sistema, dando visibilidade internacional às suas ações.
