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Mundo Peru amplia suspensão de voos do Brasil até 30 de junho para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus no país

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O governo peruano avalia a cada 15 dias se suspende ou mantém a proibição. (Foto: Divulgação/Gov.br)

O Peru prorrogou até 30 de junho a suspensão de voos do Brasil, África do Sul e Índia para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus, em um momento em que o país continua enfrentando uma segunda onda mortal da pandemia.

“Suspender até 30 de junho a entrada em território nacional de estrangeiros não residentes da África do Sul, Brasil e Índia”, indica decreto publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira. Ainda segundo o documento, “a disposição visa prevenir a disseminação da covid-19 diante da atual emergência sanitária”.

O Peru restringiu voos da África do Sul em meados de dezembro, e do Brasil desde 26 de janeiro devido às novas variantes mais contagiosas do coronavírus que foram identificadas primeiro nesses países. O governo avalia a cada 15 dias se suspende ou mantém a proibição.

A extensão parecia inevitável diante do preocupante aumento de casos com a variante batizada de Gama, que surgiu no Brasil, principalmente na capital Lima, segundo autoridades sanitárias. Essa variante é responsável por 40% dos casos registrados nos últimos meses em Lima, indicou o Ministério da Saúde.

O Peru detectou o primeiro caso da variante Delta, que surgiu na Índia, em uma mulher da região andina de Arequipa, informou o Ministério da Saúde em 9 de junho. As autoridades não detalharam o número de casos detectados com as variantes Alfa (identificada no Reino Unido) e Beta (identificada na África do Sul).

Lima, com 10 milhões de habitantes, é a cidade peruana mais atingida pelo vírus. Seus hospitais estão lotados e há muitas filas para comprar oxigênio medicinal. Com 33 milhões de habitantes, o Peru registrou mais de 2 milhões de infecções e mais de 189 mil mortes desde o início da pandemia de covid-19 em março de 2020.

União Europeia

Representantes dos 27 países da UE (União Europeia) aprovaram nesta quarta-feira (16) em Bruxelas (Bélgica) permitir a entrada de turistas dos Estados Unidos e de mais cinco países no bloco europeu.

O acordo dos embaixadores ainda precisa ser respaldado formalmente pelo Conselho Europeu, instituição que representa os estados-membros, mas entrará em vigor “nos próximos dias”, disseram fontes diplomáticas às agências de notícias France Presse e Reuters.

A medida vale para viagens não essenciais e, segundo a France Presse, vale inclusive para cidadãos que não estão completamente vacinados contra a covid-19. Além dos EUA, serão beneficiados cidadãos de Taiwan, Sérvia, Macedônia do Norte, Albânia e Líbano. Macau e Hong Kong, regiões administrativas da China, serão incluídas se houver reciprocidade.

A decisão prevê, no entanto, que os turistas poderão ser submetidos a medidas adicionais, como testes de laboratório ou quarentenas, no desembarque em solo europeu.

A lista não inclui nenhum país da América Latina. Atualmente, apenas oito nações não têm restrições: Austrália, Coreia do Sul, Israel, Japão, Nova Zelândia, Ruanda, Singapura e Tailândia.

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