Domingo, 30 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 27 de janeiro de 2016
Noite de terça-feira (26), por volta de 20h, policiais militares do CABM (Comando Ambiental da Brigada Militar) receberam denúncias a respeito de pesca ilegal da Laguna Tramandaí. Ao verificar as informações, os brigadianos flagraram dois indivíduos em um barco, com cerca de 200 bagres. Os peixes e o barco foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia de Tramandaí, onde foi feito o flagrante por pesca ilegal.
Os dois indivíduos têm registro como pescadores profissionais, e podem perder essa autorização, a licença para a atividade de pesca e também o seguro defeso, que é pago pelo governo federal aos pescadores para que não exerçam a atividade durante o período de reprodução dos peixes, que se estende até dia 31 de janeiro.
De acordo com o capitão Tiago Almeida, do Comando Ambiental, o pescador que é flagrado pescando no período da piracema ou pescando espécie proibida ainda pode perder seus petrechos de pesca, embarcação e motor, caso a justiça determine. “A Brigada Militar envia relatórios dessas ações aos órgãos competentes para que se tomem as medidas pertinentes”, completou o capitão.
Na madrugada de quarta (27), nas proximidades do local onde foram presos os dois homens, foi flagrado um jovem também pescando ilegalmente. Foram apreendidos sete bagres, mil metros de redes, além da embarcação e do motor. Ele foi conduzido para as providências cabíveis.
Bagre é espécie ameaçada
Foram localizadas ovas de bagre dentro do barco que foi apreendido na madrugada de quarta-feira, em ocorrência de pesca ilegal. Segundo o capitão Tiago Almeida, do Comando Ambiental, “os pescadores utilizam as ovas no anzol, já que os bagres machos “chocam” os ovos na boca”. Dessa forma, o instinto de preservação da espécie acaba sendo usado pelo pescador para atrair esse tipo de animal, tornando a ação duplamente agressiva e danosa.
A pesca do bagre é proibida, pois a espécie está ameaçada de extinção. Durante patrulhamento embarcado na tarde de quarta-feira, cerca de 3 mil e 200 metros de redes foram localizados e recolhidos por uma guarnição do Comando Ambiental, bem próximo do local onde ocorreram as prisões.
Durante o recolhimento das redes, foram soltos 42 bagres que ainda estavam vivos. Cerca de 120 kg de pescado retirados das redes foram doados a uma entidade sem fins lucrativos que acolhe jovens em tratamento contra a dependência química. Dos animais apreendidos nas demais ocorrências, 157 peixes foram doados ao Lar dos Velhinhos de Tramandaí.
Os animais recolhidos nas redes passam por avaliação de um técnico da área, geralmente um biólogo, que verifica se há condição de consumo humano ou animal. O pescado apreendido é doado sempre que não há mais condições de ser devolvido ao meio ambiente (quando os animais já estão mortos), mas apresentam condições de consumo por seres humanos. Também podem ser destinados ao Ceclimar (Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos) para consumo animal, ou descartados.
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