Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2015
A filial norte-americana do instituto Kantar, empresa do conglomerado britânico WPP que se tornou dona do Ibope neste ano, divulgou uma pesquisa sobre a quantidade de vezes que usuários de iPhone nos Estados Unidos destravam a tela para utilizar o celular. Em um grupo de 4 mil participantes, a faixa dos 17 aos 25 anos de idade checaram seus aparelhos em uma média de 123 vezes por dia. O que dá uma média de cerca de oito vezes a cada hora acordado (contando oito horas de sono).
Para se ter uma ideia, o número representa o dobro de vezes com que donos de iPhones acima de 46 anos fazem isso. Pessoas entre 46 e 55 anos verificam os telefones cerca de 63 vezes por dia, enquanto os maiores de 56 o fazem 46 vezes por dia. A média geral de todas as idades estudadas (acima de 17 anos) é de 83 vezes por dia.
“Se você é um jovem adulto e possui um iPhone, as únicas ações físicas que você pode realizar mais vezes por dia do que verificar o telefone são respirar, engolir saliva e piscar. Nenhuma dessas ações são voluntárias, o que significa que esses usuários provavelmente optam por usar seus telefones com mais frequência do que optam fazer qualquer outra coisa”, diz o site da empresa.
Usuários de iPhone.
“Os dois extremos desse grupo, de 17 e 35 anos, são muito diferentes em termos de estágio de vida”, observa o analista da Kantar Sean Swalwell.
“Os números caem muito rapidamente quando os usuários chegam aos 20 anos”. A possível razão para isso, diz ele, é a entrada no mercado de trabalho.
Os dados também sugerem que o sexo não tem influência sobre o hábito, pois detectaram pequenas diferenças entre o número médio de vezes que os homens e mulheres dentro de cada faixa de idade verificaram os iPhones.
Para realizar a pesquisa, o instituto instalou nos celulares dos participantes um aplicativo que capta todas as atividades diárias deles. O estudo levou em conta apenas usuários de iPhone porque o sistema operacional Android não oferece um processo de desbloqueio de tela universal em seus smartphones, sendo um fator complicador na metodologia usada.
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