Sexta-feira, 13 de março de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2026
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana aponta que 72% dos brasileiros entendem que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem poder demais. Além disso, 66% disseram ser importante votar neste ano em candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros do tribunal.
Ainda de acordo com o levantamento, 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo, ante 43% que dizem confiar na instituição. Em novembro de 2022, 56% confiavam e 40% não confiavam.
Afirmam que o STF é aliado do governo Lula 59% – percentual que chega a 84% entre bolsonaristas e eleitores de direita não bolsonarista. Consideram que o STF foi importante para manter a democracia no Brasil 51%, e 38% discordam.
Cerca de dois terços dos entrevistados sabiam da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pela Polícia Federal, e 33% tomaram conhecimento somente pela pesquisa.
Questionados sobre quem teve a imagem mais afetada pelo escândalo, 40% disseram que todos os agentes listados foram prejudicados. Entre as opções individuais, o STF e o Judiciário foram os mais citados (13%), seguidos pelo governo Jair Bolsonaro (11%), o governo Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso Nacional (3%).
A pesquisa mostra que 38% afirmaram que evitariam votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master, 29% levariam o tema em consideração junto a outros fatores, e 20% disseram que não o considerariam ao definir seu voto.
As investigações sobre os negócios de Vorcaro expuseram uma teia de relacionamentos que o empresário mantinha com autoridades. Desde o ano passado, quando o banco foi liquidado, já foram citadas no caso, direta ou indiretamente, lideranças políticas dos dois lados, incluindo nomes do Congresso, governadores, ex-ministros e prefeitos.
O escritório da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, Viviane Barci, firmou acordo de prestação de serviços com o Banco Master que poderia render até R$ 129 milhões, segundo o jornal O Globo. Na semana passada, vieram à tona mensagens trocadas por Moraes e Vorcaro no dia em que este foi preso pela primeira vez. O ministro nega ter recebido as mensagens.
O ministro Dias Toffoli havia sido relator do inquérito sobre o Master antes de deixar a relatoria do caso. A pressão para ele se afastar aumentou principalmente depois que foram reveladas conexões entre o ministro, o resort Tayayá e o banco de Daniel Vorcaro.
Toffoli se declarou suspeito para votar no processo que levou dono do Master à prisão. O magistrado também se declarou suspeito para relatar o pedido para que o Congresso instale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as suspeitas de fraudes financeiras na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). (Com informações da Folha de S.Paulo)
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