Segunda-feira, 02 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Pesquisa mostra “medos” que os anunciantes têm

Compartilhe esta notícia:

Campanha de Preta Gil que associou cólica menstrual a “mimimi” foi retirada do ar. (Crédito: Reprodução)

Uma pesquisa da agência Talent com mais cem executivos de marketing mostrou que a principal preocupação atual na hora de definir uma estratégia de comunicação é uma eventual reação negativa na internet, em especial nas redes sociais. A pesquisa mostrou, segundo a diretora-geral de planejamento da Talent, Renata Serafim, que a “voz” que a internet deu ao consumidor está tornando o controle do debate sobre marcas e produtos cada vez mais difícil.

É por isso que, questionados sobre a função de uma agência no mercado atual, os executivos colocam a criatividade em segundo plano. Entre os entrevistados, somente 10,9% citaram “ideias, brilhantismo e ousadia” como a principal característica. No topo das exigências dos clientes estão fatores como “conhecimento de mercado” (citado por 54,5% dos que responderam o questionário), “antecipação e proatividade” (52,7%) e “identificação de oportunidades” (45,4%).

Para a executiva da Talent, as três características mais citadas estão relacionadas à insegurança em relação a eventuais reações do consumidor. Isso não pode ser a barreira, no entanto, para que uma marca tome posições.

Ela citou o exemplo da recente campanha da rede de perfumaria e cosméticos O Boticário, que mostrou casais gays e heterossexuais em uma campanha para o Dia dos Namorados. A propaganda foi criticada por líderes evangélicos, mas acabou se revelando um sucesso de público: até a data para qual foi criada a peça publicitária, 12 de junho, ela contabilizou mais de 3,4 milhões de visualizações no YouTube.

Embora não haja garantias, Renata diz que o risco pode ser calculado. Foi o que ocorreu no caso de O Boticário. A empresa já tinha um comunicado pronto para responder a clientes insatisfeitos, que se pronunciaram no site Reclame Aqui e também no Conar, conselho de autorregulamentação publicitária. “A proposta da campanha Casais […] é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor”, afirmou a companhia depois da polêmica.

Enquanto há empresas que resolvem manter o posicionamento de sua marca, outras decidem abandoná-lo ao perceber que as críticas do público têm fundamento.
Foi o que aconteceu recentemente com uma ação da Publicis para o laboratório Sanofi, em que as dores causadas pelas cólicas menstruais eram taxadas de “mimimi” feminino. A companhia decidiu tirar o comercial com a cantora Preta Gil do ar.

“Vivemos um momento de transição, em que o consumidor é muito menos passivo em relação à comunicação. Mas é possível antever algumas reações”, afirma a executiva. Ela pondera, porém, que as marcas já sabem que é impossível controlar totalmente o que o consumidor vai dizer. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

80% dos brasileiros admitem ter DVDs piratas
Tribunal de Contas da União dá prazo de 30 dias para Dilma explicar “pedaladas fiscais”
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar