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Mundo Pesquisa mostra que o tempo médio de duração de uma empresa caiu de 61 para 22 anos nas últimas décadas

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"Ou o empreendimento se reinventa ou morre", ressalta consultor. (Foto: EBC)

As empresas precisam se reinventar de forma contínua se querem seguir a trilha para serem mais longevas. Em plena transformação digital, o mundo corporativo teve de repensar negócios – e nesse processo de revisão passou a desbravar novas frentes de atuação. “Ou se reinventa, ou morre”, ressalta Reinaldo Fiorini, sócio da empresa de consultoria McKinsey.

Esse retrato já começa a se refletir na média de vida das empresas, que caiu drasticamente. As líderes de mercado (conhecidas como “incumbentes”) estão buscando ampliar sua atuação e lançar novos negócios. No entanto, apenas 25% desses empreendimentos terão êxito na sua jornada, comenta Heitor Martins, também sócio da McKinsey.

E cada vez mais empresas estão mexendo as peças do tabuleiro na busca de se reinventar. Por isso, há cinco anos a McKinsey lançou uma área apenas para ajudar as empresas a pensarem como ampliar sua atuação. Confira, a seguir, os principais trechos de uma entrevista que ele concedeu ao jornal “O Estado de São Paulo”.

Inovar e repensar

Algumas pesquisas que fizemos a nível global mostram que a vida média das empresas era, em 1958, de 61 anos. Hoje é de 22 anos. Ou a empresa se reinventa, ou morre. Outra pesquisa, de antes da pandemia, mostrou que 30% dos executivos-chefes de grandes empresas consideravam importante construir um novo negócio.

Agora, 52% desses executivos dizem que é um imperativo construir um novo negócio para sobreviver. Mas somente 25% das empresas que lançaram novos negócios foram bem-sucedidas.

Ter um bom acompanhamento e estruturar esse processo tornou-se algo fundamental. É preciso um time que ajude a escolher a oportunidade que mais se encaixa ao potencial da empresa. Essa é a primeira etapa importante. A segunda é um plano de negócio, quais os recursos e os tipos de talentos que serão necessários. Se a empresa deve se associar a outra empresa. Apenas depois vem a construção do negócio.

E, depois que colocar a operação para funcionar, é preciso testar o interesse e apetite do negócio, para conseguir ter uma oferta bem sucedida e ajudar a escalar a oferta e rapidamente atingir o mercado e expandir para outras adjacências.

Pandemia de covid

A pandemia de coronavírus mostrou o quanto é preciso ter um time diversificado e talentoso. O acesso ao “pool” de pessoas aumentou, já que se pode contratar pessoas que estão fisicamente mais distantes. Outra coisa que ficou clara é que é possível fazer coisas diferentes e utilizar novos caminhos, utilizar novas ferramentas.

As empresas hoje estão se sentindo mais confiantes sobre a sua capacidade de inovação, e isso se reflete na construção de novos negócios.

Sobre as vantagens das empresas incumbentes em relação às startups, ele avalia que ambas têm ativos importantes, capacidade de investir e uma plataforma já construída. “As startups têm a facilidade da cultura, são mais ágeis, mas não têm a base de clientes, a marca e a plataforma. É uma corrida: a incumbente quer inovação, e a startup, escala”, compara.

A questão do ESG

O ESG (sigla em inglês para meio ambiente, sociedade e governança) veio para ficar e vai ser um pilar cada vez mais importante para o futuro dos negócios. Como tudo o que está em uma etapa inicial, existem coisas acontecendo em todas as direções – no estágio inicial, é natural que as pautas de ESG sejam muito amplas.

 

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