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Brasil Pesquisadores brasileiros lançam máscara capaz de inativar vírus e bactérias; entenda como funciona

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Dispositivo, batizado de Vesta, usa nanotecnologia feita de molécula de carapaça de crustáceos. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram uma máscara capaz de inativar bactérias e vírus, inclusive o novo coronavírus. A proteção já foi registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e está em fase de produção em grande escala para ser comercializada à população.

O dispositivo foi batizado de Vesta, uma referência à deusa da mitologia grega personificada pelo fogo, que purifica e protege, e é similar às máscaras PFF2 ou N95. No entanto, a proteção conta com uma camada a mais, que impede a passagem de partículas virais e de bactérias.

Graziella Anselmo Janitti, professora da UnB, explica que a camada extra da Vesta funciona como um filtro. “Essa quarta camada contém nanopartículas de quitosana, que são capazes de interagir com partículas virais e bactérias e inativá-las de modo seguro para o usuário e sem causar alergia”, diz.

A máscara tem durabilidade de dois anos, é de uso individual e dobrável. A professora afirma que o equipamento é produzido com uso de materiais naturais derivados de carapaças de crustáceos, como caranguejos e camarões, que são encontrados abundantemente no Brasil.

Por isso, Graziella afirma que o processo de confecção da proteção não é tóxico para a natureza e contribui para a sustentabilidade.

Desenvolvimento

Graziella conta que a ideia da Vesta surgiu de uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de Brasília e da Universidade de Campina Grande (UFCG), no início da pandemia de Covid-19, em 2020.

Paralelamente ao desenvolvimento, foram buscadas parcerias com a iniciativa privada, que pudessem ter equipe e maquinário necessários para produzir as primeiras unidades das máscaras, antes dos primeiros testes.

A professora afirma que, à época, conseguiu colaboração de uma empresa e deu início à produção. Os primeiros lotes foram testados em laboratórios e, em seguida, as máscaras foram usadas por profissionais da saúde que trabalham em hospitais que tratam pacientes com a Covid-19.

O registro da Anvisa veio em maio deste ano. Agora, 100 mil unidades estão sendo produzidas para a comercialização.
Para Graziella, a expectativa é de que a máscara tenha “um papel significativo na proteção dos usuários e contribua para o enfrentamento da Covid-19 e de outros eventuais surtos virais e de bactérias”.

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