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Saúde Pessoas não vacinadas contra a covid aumentam o risco de infecção de imunizadas em 50%

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Todas as pessoas a partir de 44 anos vacinadas com a terceira dose até 1º de março podem se vacinar(Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Mesmo em lugares com altas taxas de cobertura vacinal, em que os riscos estão em patamares baixos para a população imunizada, aqueles que não se vacinaram aumentam as chances de contaminação por covid em até 50% para os demais, mostra estudo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Toronto, no Canadá.

Por outro lado, o contato com pessoas vacinadas diminui as altas chances de infecção para os que não receberam o imunizante em cerca de 22%, atuando como um “amortecedor” para esse grupo, afirmam os cientistas. As conclusões acompanham falas de diversos especialistas que reforçam o papel coletivo no ato de se vacinar.

Publicado nesta segunda-feira (25) na revista científica Canadian Medical Association Journal, o trabalho parte de um modelo matemático que estima o impacto na disseminação da doença a partir de diversos cenários que envolvem a interação entre pessoas imunizadas e não imunizadas, em diferentes níveis de cobertura vacinal.

Foram analisadas, por exemplo, as consequências para o número geral de casos naquela população, em cada grupo (vacinados e não vacinados) e no risco de infecção. Os cientistas compararam, então, os resultados em três simulações: uma que os dois grupos interagiam entre si e outras duas em que os membros de cada grupo interagiam apenas com pessoas do seu próprio grupo.

No geral, os resultados do modelo mostraram que, embora baixo, o risco de infecção no grupo de pessoas vacinadas foi desproporcionalmente aumentado quando em contato com pessoas não imunizadas. Porém, para aqueles que não receberam a vacina, estar em contato com pessoas imunizadas reduziu consideravelmente as chances de contaminação, atuando como um “amortecedor para a transmissão”.

“Como esperado, as pessoas vacinadas estavam em risco significativamente menor de infecção por SARS-CoV-2 durante a epidemia; no entanto, quando ocorreu a mistura aleatória com pessoas não vacinadas, elas diminuíram as taxas de ataque (proporção da população contaminada) nas pessoas não vacinadas, servindo como um amortecedor para a transmissão”, escreveram os responsáveis pelo estudo.

Isso porque a taxa de ataque – proporção de pessoas contaminadas naquela subpopulação – entre os vacinados foi de apenas 10% quando as interações eram exclusivamente entre si, mas subiu para 15% quando em contato com pessoas não vacinadas – um aumento de 50%. Já entre os não imunizados, a taxa, que era de 79% quando o contato era apenas entre eles, caiu para 62% na interação com pessoas vacinadas – uma queda de cerca de 22%.

Em resumo, enquanto a vacinação ajudou a reduzir o risco da covid mesmo entre aqueles que decidiram não se imunizar (ou não puderam), o ato de recusar a vacina contribuiu para elevar as chances de adoecimento tanto para os que não receberam a aplicação, como para os que foram vacinados – resultado que comprova o impacto coletivo da imunização.

“O risco de pessoas não vacinadas não pode ser considerado individual, e considerações sobre equidade e justiça para pessoas que optam por ser vacinadas, bem como aquelas que optam por não ser, precisam ser consideradas na formulação de políticas sobre vacinação”, escreveram os pesquisadores.

Apesar de o modelo ser simplificado, ou seja, não envolver todos os eventos mais complexos que ocorrem em uma sociedade, os responsáveis pelo estudo acreditam que os resultados são suficientes para comprovar o risco de não se vacinar para o resto da população. Para eles, esse é um fator que deve ser levado em consideração na formulação de estratégias de saúde.

“Historicamente, os comportamentos que criam riscos à saúde da comunidade e dos indivíduos têm sido objeto de regulação da saúde pública. Isso vale para doenças infecciosas transmissíveis, mas também se aplica a leis de saúde pública que limitam o consumo de cigarros em ambientes fechados e restrições legais à condução sob a influência de álcool e outros intoxicantes”, relembram os cientistas.

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