Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2017
O deputado federal Chico Alencar (RJ) foi um dos parlamentares petistas que choraram no plenário da Câmara, em agosto de 2005, em um misto de tristeza e indignação com a confissão do publicitário Duda Mendonça, na CPI dos Correios, de que recebera dinheiro de caixa 2 pelas campanhas do PT em 2002, inclusive com depósitos no exterior.
Quase 12 anos depois, filiado ao PSOL, Chico relatou a sensação de já ter passado por isso, ao tomar conhecimento, na última quinta-feira, do teor da delação premiada do marqueteiro João Santana e de sua mulher, a empresária Mônica Moura.
“Confesso que fiquei surpreso. A gente tem que cometer, no mínimo, erros novos. Eu imaginei que financiar campanha com caixa 2 era uma coisa que mesmo o PT, que não fez autocrítica, jamais faria de novo”, disse o parlamentar.
Na última quinta-feira foi revelado o conteúdo da delação de João Santana e Mônica Moura, por decisão do relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. O casal afirmou que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tinham pleno conhecimento do esquema de caixa 2 que irrigou as campanhas presidenciais petistas de 2006, 2010 e 2014.
Integrante do grupo que em 2005 ficou estarrecido com o depoimento de Duda, o ex-deputado Doutor Rosinha (PR) diz não acreditar nas declarações do casal: “De lá pra cá fiquei muito escaldado. Não acredito no que falam sem apresentar prova. Eu duvido hoje de tudo o que fazem o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Poder Judiciário. Infelizmente, eu me tornei um incrédulo nas instituições”. Para ele, os marqueteiros querem apenas a redução de suas sentenças.
Os comentários estão desativados.