Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
A crise na Petrobras levou a Olimpíada do Rio de Janeiro a ser a primeira neste século –incluindo as de inverno – a não contar com o patrocínio de uma gigante nacional do petróleo para sua realização. O apoio, considerado natural no início da organização dos Jogos Olímpicos, em 2009, não se concretizou. Buscando vender ativos e cortar gastos, a estatal decidiu não integrar o rol de patrocinadores locais.
A decisão deixou a Rio-16 sem patrocínio do setor de óleo e gás. Nos planos do comitê, esse seria um apoio de nível 1, o maior entre os locais –abaixo apenas dos parceiros globais do COI (Comitê Olímpico Internacional). O comitê organizador não divulga valores de nenhum acordo. Mas os Correios pagarão R$ 300 milhões à Rio-16 pela cota de patrocinador de nível 1. Valores semelhantes eram esperados da Petrobras.
Assim como tem feito com outros patrocinadores, parte da cota seria obtida com produtos. O comitê precisa de combustível, com custo estimado de R$ 60 milhões, para abastecer a frota de serviço nos Jogos – fornecida pela Nissan, também patrocinadora. Por enquanto, a entidade terá de arcar com as despesas.
A menos de seis meses da Olimpíada, o patrocínio de óleo e gás pode ser dividido e “rebaixado” ao terceiro nível, o dos fornecedores – que basicamente oferecem produtos em troca de limitado uso da marca da Rio-16. Em breve será anunciado um fornecedor de gás para a pira olímpica. O comitê tenta a mesma solução para obter gasolina para sua frota.
Meta atingida
A Rio-16 não comenta as negociações travadas com a Petrobras – foram ao menos dois anos de conversas, sem sucesso. O comitê diz que a ausência não afetou a arrecadação com patrocínios locais. A previsão é de que a receita com apoios locais chegue a R$ 3 bilhões, quase metade do orçamento de R$ 7,4 bilhões da organização dos Jogos.
O diretor-executivo comercial, Renato Ciuchini, afirma que 97% do total esperado já está assinado. Com as negociações em curso, a expectativa é superar em alguns milhões a previsão inicial. Ele disse que a crise econômica não afetou as negociações de patrocinadores. “Nossas negociações começaram em 2011, quando o País ainda vivia outro momento.” (Folhapress)
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