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Economia Petroleiros iniciam greve em refinarias e em plataformas

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A empresa tenta conter a greve com pagamentos "aos que estão atuando para a continuidade das atividades da companhia". (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Sindicatos ligados à FUP (Federação Única dos Petroleiros) iniciaram neste sábado (1) uma greve por tempo indeterminado em protesto contra demissões e outras medidas tomadas pela companhia. Eles garantem, porém, que não haverá impactos ao abastecimento de combustíveis.

De acordo com a entidade, a greve já tem adesões em 12 refinarias, 12 plataformas e 4 terminais de armazenagem de petróleo e combustíveis. As refinarias e os terminais estão sem troca de turno. Nas plataformas, os grevistas estão fazendo levantamentos de questões de segurança e efetivo.

Um grupo de diretores da FUP ocupa uma sala na sede da estatal desde sexta (31) para tentar forçar negociações. A Petrobras diz que não houve paralisação de atividades em nenhuma de suas unidades operacionais.

Os sindicatos reclamam que o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados, no Paraná, pode resultar em cerca de mil demissões. Há 12 dias, um grupo de trabalhadores ocupa a unidade. As demissões estão marcadas para 24 de fevereiro.

As demissões, segundo a nota “ ferem a cláusula 26 do ACT, que determina que qualquer demissão em massa deve ser negociada previamente com os sindicatos, o que não ocorreu. Além disso, os petroleiros querem que a Petrobrás estabeleça todos os grupos de trabalho (GTs) determinados no ACT para negociar pontos que não foram consensuais entre a empresa e a categoria. Esses pontos envolvem a tabela de turno dos trabalhadores da Petrobrás; o banco de horas; o plano de saúde; e a participação nos lucros e resultados (PLR). Ainda que já tenha aberto alguns GTs, a empresa tem tomado decisões por conta própria, sem o devido diálogo com os sindicatos nesses ambientes, como determinado.

A Petrobras decidiu sair do setor de fertilizantes e chegou também a suspender as atividades em outras fábricas, na Bahia e em Sergipe, que depois foram arrendadas. A unidade de Araucária chegou a ser negociada com a russa Acron, mas o negócio não foi concretizado.

A FUP diz ainda que a Petrobras vem descumprindo o acordo coletivo de trabalho, ao tomar medidas unilaterais que impactam a vida dos trabalhadores, como mudança em tabelas de turnos, problemas na apuração de horas extras e transferência de empregados sem negociação com os sindicatos.

A entidade vem ameaçando fazer greve desde meados do ano passado, quando o acordo coletivo de trabalho era mediado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). Na época, o impasse era visto pelo governo como justificativa para uma greve política, contra a venda de ativos da estatal.

Após acordo no TST, a FUP lançou a campanha “Privatização da Petrobras: isso é da sua conta”, contra a venda de ativos da companhia. A entidade defende que o processo trará prejuízos à empresa e ao país. A Petrobras diz entender que o movimento é “descabido” e afirma ter tomado providências para garantir a produção de petróleo, gás e combustíveis.

Um Mandado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), expedido hoje (01), determinou a verificação das condições da ocupação, após denúncia da Petrobrás. No entanto, a juíza indeferiu o pedido de reintegração de posse do EDISE: Em nota, a FUP diz que “Estamos em greve contra as demissões em massa na FAFEN-PR, a favor do cumprimento do Acordo Coletivo, e sobretudo, exigindo um canal de comunicação e negociação aberto com a empresa. A categoria não irá assistir ao desmonte da Petrobrás sem fazer nada. Estamos na luta contra essa gestão, que vem destruindo um patrimônio nacional.”

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