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Brasil Petróleo da Margem Equatorial pode ser mais lucrativo que o do pré-sal, diz presidente da Petrobras

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Segundo a executiva, o petróleo identificado na região é mais leve do que o produzido no pré-sal, característica que pode elevar seu valor comercial.

Foto: Rafael Pereira/Agência Petrobras
Segundo a executiva, o petróleo identificado na região é mais leve do que o produzido no pré-sal, característica que pode elevar seu valor comercial. (Foto: Rafael Pereira/Agência Petrobras)

A descoberta de petróleo na Margem Equatorial brasileira pode não ter dimensões semelhantes às do pré-sal, mas apresenta potencial para ser uma área altamente lucrativa para a Petrobras. A avaliação é da presidente da estatal, Magda Chambriard, que destacou a qualidade do óleo encontrado no poço pioneiro de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.

Segundo a executiva, o petróleo identificado na região é mais leve do que o produzido no pré-sal, característica que pode elevar seu valor comercial por facilitar o processo de refino. A descoberta foi anunciada pela Petrobras no último dia 14, após a perfuração do poço, iniciada em outubro do ano passado.

Durante visita ao navio-sonda que atua na costa do Amapá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o petróleo encontrado de “óleo gourmet” e “Brent com louvor”. Magda afirmou que a qualidade do produto é um dos principais aspectos observados pela companhia.

Apesar do otimismo, a Petrobras ainda não sabe qual é o tamanho da reserva. Novos testes, análises e trabalhos de perfuração serão necessários para determinar o volume e as características do reservatório. Uma amostra do óleo será encaminhada ao Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro, para análises de densidade e viscosidade.

Magda afirmou que a Margem Equatorial não deve ser comparada diretamente ao pré-sal, mas destacou o potencial para novas descobertas. “Não é pequena. Nós estamos apostando que vamos ter descobertas bastante relevantes na Margem Equatorial”, disse. Segundo ela, se as expectativas forem confirmadas, a nova fronteira poderá ajudar a compensar o declínio esperado da produção do pré-sal a partir de meados da década de 2030.

A presença de gás natural também será analisada. De acordo com a presidente da Petrobras, a maior parte do gás produzido no Brasil é associado ao petróleo. A viabilidade comercial dependerá, portanto, da quantidade existente e das condições para separar e aproveitar os dois produtos.

A Petrobras pretende retomar os trabalhos no poço Morpho por volta dos dias 11 ou 12 de setembro. A nova etapa deverá incluir a coleta de amostras de rocha e fluidos, além de perfilagens adicionais para obter informações mais detalhadas sobre o reservatório.

A estatal também aguarda autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar outros três poços na região. Segundo Magda, o processo de licenciamento está avançado. Se a autorização for concedida, a Petrobras pretende utilizar o navio-sonda NS-43 nas novas perfurações.

Já a NS-42, responsável pelo trabalho atual, deverá passar por manutenção antes de seguir para o litoral do Rio Grande do Norte, onde está prevista a perfuração do poço exploratório Mãe de Ouro. A companhia avalia se a região pode formar um novo polo de produção offshore, aproveitando também descobertas anteriores na Bacia Potiguar, como Pitu e Pitu Oeste.

A possibilidade de construção de uma nova refinaria no Norte do País ainda é considerada prematura. Magda explicou que, antes de discutir investimentos desse tipo, será necessário confirmar se o volume de petróleo encontrado em Morpho é suficiente para justificar a exploração comercial.

Outra fronteira de interesse da Petrobras é a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A região está na fase de aquisição e interpretação de dados sísmicos, sem previsão definida para a perfuração de um primeiro poço.

Para Magda Chambriard, a expansão das fronteiras exploratórias está relacionada à segurança energética brasileira. A presidente da Petrobras afirmou que o País precisará manter a oferta de energia diante do crescimento da demanda nas próximas décadas.

Segundo ela, a Petrobras responde atualmente por cerca de um terço da energia primária do Brasil. A empresa, na avaliação da executiva, precisa ampliar sua capacidade de produção para evitar que a queda do pré-sal leve o País novamente à necessidade de importar petróleo.

A descoberta de Morpho ainda está em fase inicial. Antes de definir investimentos para produção, a Petrobras terá de confirmar o volume da reserva, suas características e a viabilidade econômica da exploração. Os primeiros resultados, porém, aumentaram as expectativas da companhia em relação ao potencial da Margem Equatorial.

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2 Comentários
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ochoavanderlei@gmail.com
23 de agosto de 2026 07:32

Só em pensar que a direita golpista quer entregar a Petrobras para a privada chega dar arrepios. Brasil em breve será uma potência. Viva o STF, viva o governo do ESTADISTA LULA, viva os BRICS.

Fabiano
23 de agosto de 2026 08:09

Privatiza, abre concorrência, reduz o preço do combustível… O que adianta ter uma estatal que “descobre” petróleo e continua a vender o combustível nas alturas para sua população… Assim foi com a telefonia que já foi uma estatal… Pela sua idade deve lembrar bem a dificuldade e os preços para se ter uma linha telefônica.

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